segunda-feira, 25 de abril de 2011


Guarda Real Deverá ficar guardado.

J. Norinaldo.

Um integrante da Guarda Real do Palácio de Buckingham foi afastado de suas funções no dia do casamento real após chamar a noiva do príncipe William, Kate Middleton, de "vaca arrogante" e "cadela riquinha" em seu perfil no Facebook.

Parece que em países desenvolvidos também para chamar a atenção e aparecer na mídia vale qualquer sacrifício, Cameron Reilly, um simples integrante da Guarda Real inglesa arranjou o seu jeito de parecer nas principais manchetes do mundo. Caso não tivesse feito tal declaração na rede comunitária, seria conhecido no máximo em alguma foto de algum turista, sem nenhum reconhecimento, agora não é famoso e quem sabe fará até grandes comerciais de carne ou mesmo das vacas escocesas.

Por aqui tivemos lamentávelmente tivemos há pouco o nosso Cameron, só que este escolheu o pior caminho, assassinando crianças inocentes e indefesas, mudando totalmente nosso modo de aparecer, pois aqui, prinipalmente mulheres bonitas que se envolvem em qualquer tipo de escândalo, se livres dele, em seguida aparecem mostrando o que sempre se quis ver, e que logo a seguir se torna tão banal que cai no esquecimento, algumas viram apresentaoras de TV.

Faz algum tempo, um torcedor de Futebol no nosso maior estádio, baixou as calças e mostrou a bunda, feia por sinal, este não posaria nem para revista de terror; dias depois estava dando entrevista num programa de TV, o mesmo que entrevistou Sean Connery, Gisele Binchen, Roger Moor, Natalie Koll e outras grandes estrelas. Péssimo exemplo.

É claro que Cameron Reyller, sabia que ao chamar a noiva do príncipe de “Vaca arrogante” chamaria a atenção do mundo inteiro, quem sabe andou lendo muitas fábulas e como já houve murmúrios de princesas que se apaixonaram por seus guardas, tinha esperança de fazer parte de uma dessas fábulas que na maioria das vezes acontece apenas na imaginação de algum escritor romântico; agora, além de perder o emprego, vai ter tempo para refletir e descobrir que o pasto que alimenta uma vaquinha arrogante como Kate Middleton, ele não tem condições nem de colher.

sábado, 16 de abril de 2011


A Beleza e o Tempo

J. Norinaldo

Interessante, assistia ao Jornal Nacional e de repente lembrei-me de Sid Moreira e Sérgio Chapelin, quem não se lembra da elegância da dupla, com aquelas vozes que pareciam ser únicas, e talvez fossem; quem pararia para pensar que um dia alguém chegaria e diria: Olha, vocês vão apresentar outro tipo de programa, e em vez de todas as noites aparecerem em rede nacional e internacional, apenas uma vez por semana. Por que agora chegou a vez e o tempo do charmoso casal Wiliam Bonner e Fátima Bernardes. E olha, pensando bem, já faz algum tempo que isto aconteceu, já se nota alguns cabelos brancos no Bonner, na Fátima será difícil; apesar que cabelos brancos nunca foi problemas para âncoras de Tele Jornais.

Pois é. Outro dia viajei com um amigo para uma cidade próxima, e lá chegando fomos visitar sua irmã; ele não me apresentou a senhora, apenas perguntou: Sabe quem é essa? Surpreso respondi que não. Ele sorrindo disse o nome da mulher, e quase caio de costas. Ele perguntou justamente, por que quando a conheci e tinha 15 anos, era uma garota lindíssima, e que eu vivia brincando com ele, que se não casasse com ela morreria solteiro. Vi para a minha frente, com um sorriso que mais me pareceu uma careta, uma senhora de idade, o busto totalmente liso como se fosse um homem, cabelos brancos ou cinzas, não dava para definir. Mas, não foi somente pela aparência dela que me apavorei como nunca fui bonito, também nunca fiquei vendo se envelhecera, foi ai que caiu a ficha; quando conhecia aquela menina com 15 anos eu já estava com 25 ou mais; na volta, tivemos que caminhar um bom pedaço a pé, pois havíamos deixado o carro numa oficina, e senti um estranho cansaço e uma falta de ar danada.

Costumo dizer que uma mulher bonita morre mais de uma vez, e a primeira é quando descobre a primeira ruga. Imagino o que se passaria com Liz Taylor, agora antes da morte, quando descoberta pelos fotógrafos o que sentia. Deveria odiá-los, mesmo sabendo que os amou há 60 anos.

Portanto, no meu entender, a beleza é uma faca de dois gumes, causa tanta vaidade e orgulho, quando se vai deixa depressão e amargura.

Outro dia, conversando com uma jornalista portuguesa, minha amiga, falando justamente desse assunto, ela me dizia: Vocês homens poderiam se espelharem em Sean Connery, que velho ficou melhor que quando jovem; sacanagem, me comparar com esse cara.

A Beleza e o Tempo, a Pedra e a Rosa.

Ser feio teria que ter alguma compensação, quem não tem o que perder, jamais vai sofrer com perdas.

quinta-feira, 31 de março de 2011



Geralmente publico apenas artigos meus, mas gostei tanto deste que mendaram pelo Orkut que resolvi coloca-lo aqui no meu espaço, quem não o conhecia, vale a pena Le-lo e refletir sobre o assnto. Desconheço o autor.

“Acho a televisão muito educativa. Toda vez que alguém liga o aparelho, vou para outra sala e leio um livro”. (Groucho Marx, 1890-1977) Onde o amor floresce Onde o amor floresce Existem vidas que transmitem grandes lições. Quase sempre são criaturas que não são famosas, nem por serem artistas, políticos, ou terem realizado feitos que alteraram o destino da humanidade. São pessoas que vivem o dia-a-dia, junto a outras tantas. Geralmente poucos lhes lembram os nomes. Recentemente, num documentário televisivo a respeito do holocausto, ouvimos a história de uma jovem polonesa e seu drama, durante a segunda grande guerra. Quando Hitler invadiu a Polônia e iniciou a perseguição aos judeus, sua família viveu alguns meses, escondida em um porão. Descobertos, contudo, foram separados e ela nunca mais viu seus pais ou teve notícias de seus irmãos. No campo de concentração, onde foi colocada, ela padeceu os maiores horrores. A comida era pouca, o tratamento rude. As companheiras enlouqueciam. Ou eram mortas. Ou se matavam. A essa altura, o repórter perguntou à entrevistada se ela nunca pensara em se matar. "Sim," disse ela. "Mais de uma vez. Quando o frio era muito grande, a fome parecia me devorar e eu não via perspectiva de salvação. Mas, nesses momentos, lembrava de meu pai." Logo que fomos para o porão nos ocultar dos nazistas, ele me disse um dia: ‘filha, aconteça o que acontecer, nunca fuja da vida. Resista até o fim.’ E me fez prometer que jamais eu desistiria de viver. Quando os aliados foram vitoriosos, a jovem, e mais 4000 mulheres foram obrigadas a uma marcha forçada pelos alemães, em fuga das tropas aliadas. Finalmente, um número muito pequeno delas, que não haviam morrido no longo trajeto, foram abandonadas num campo de concentração e encontradas, mais tarde, pelos americanos. Aquelas mulheres estavam desnutridas. Algumas sequer podiam se erguer, tal o estado de fraqueza. Ela mesma, confessa, tinha dificuldades para andar, pesava 30 e poucos quilos somente. E não tomava banho há 3 anos. O seu tempo de aprisionamento. Então um oficial americano, muito bonito se aproximou dela e a tomou nos braços, carregando-a até um caminhão. Durante o trajeto ele foi lhe dizendo que ficasse calma, que tudo daria certo, que ela receberia o socorro necessário. Cinqüenta e oito anos depois, frente às câmeras de televisão, ela e o marido mostravam a alegria de sua união. Bom, o marido não era outro senão o jovem oficial americano que a encontrou magra, suja, desnutrida e a carregou nos braços, naquele dia distante. Ela não somente teve a sua vida salva naquele momento, sendo resgatada de uma situação de penúria, como encontrou o seu grande amor. Um amor que atravessou meio século e continua tão forte e especial como nos dias do início namoro. Um amor que foi concebido ao final de uma hecatombe, e em que o primeiro encontro foi num ambiente de dor, miséria moral e intenso sofrimento. Ele era o jovem robusto, vigoroso. Ela, uma esquálida jovem, pouco mais que adolescente, sofrida e quase sem esperanças. Deus tem mesmo inimagináveis caminhos para encontros e reencontros de almas que se desejam unir pelo amor. *** Se os dias lhe parecem demasiado pesados, com sua carga de problemas, não desista de lutar. Se você está a ponto de abandonar tudo, espere um pouco. Aguarde o amanhecer, espere o dia passar e deixe o sol retornar outra vez. Quando você menos espera, o socorro chega, a situação se modifica, a problemática alcança uma solução. Não se esqueça: o amor de Deus nunca falha! Aguarde.

quarta-feira, 23 de março de 2011


Adeus Liz.
J. Norinaldo.

Tenho plena certeza não serei o único a chorar escondido, a morte da atriz Elizabeth Taylor, escondido é claro por que chorar por alguém que nunca vimos pessoalmente, ou mesmo que se por ventura tivéssemos esse privilégio, seria de longe, pois tentar chegar perto de uma estrela de tal quilate, com certeza pode custar muito caro; pode-se com isto assinar para si mesmo um diploma de ridículo. Talvez não chore por ela, a atual Elizabeth, mas aquela que conheci quando ainda era menino e ia cedo as matinês para trocar gibis. Quem nunca se encantou com seus belos olhos cor de mel, com a opulência dos seios lindos, com aquele ar de rainha? Quiçá chore mais pela distancia desses momentos vividos e os atuais, quando a maioria dos meninos que tem hoje a idade que tinha naquela época, sequer sabem o que é uma matinê ou um gibi.
Choro talvez pela cavalgada do tempo, numa só direção e sem direito a retorno, choro a decadência do cinema, e com ela também se foi o romantismo e a indecência inocente do escurinho do cinema, quando se roubava o primeiro beijo da namorada.
Elizabeth não foi uma pessoa comum, um mortal como outro qualquer, mas daqueles que mesmo depois da morte, continuam vivas e com a idade que querem lhe dar, ainda a veremos correndo e rindo, com aquele sorriso inesquecível, que talvez a mortificasse agora já sem ele, e nem a exuberante beleza que a tornou imortal. Fica uma certeza: na cavalgada do tempo não existem privilégios, os cascos da montaria, marcam tudo o que pode ser marcado. Fica o exemplo para aqueles que usam a beleza como arma, sem lembrar que uma rosa pode ser muito mais bela que uma pedra, que enquanto sua beleza é efêmera, a feiúra da pedra é eterna.
Vi na festa última do Oscar, mais um dos meus ídolos, mesmo tentando mostrar o contrário, tenho certeza que não tem tanta certeza de estar presente ao próximo, e foi ai que vi que para aqueles que não tentam enganar o tempo com imagens do passado, este também não perdoa, quando fui levantar da poltrona no final do programa, tive a certeza disto.
Mesmo assim, deixo aqui minhas condolências, para todos aqueles que como eu, se encantara com Liz aos 20 anos, até por que ainda estamos aqui para chorar, mesmo que escondidos, na sua triste despedida.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Móveis do Sábio.
J. Norinaldo.
Conta-se que uma turista ao visitar a Índia, esteve na casa de um sábio, e que abismado com a pobreza daquele homem, onde via como móveis, apenas uma tosca mesa e dois banquinhos, perguntou-lhe?_ Onde estão os seus móveis? E que o sábio respondeu com outra pergunta: Onde estão os seus? Mas, eu estou aqui só de passagem respondeu a mulher. E que o sábio retorquiu: Eu também. A verdade é que todos estamos de passagem por aqui, até hoje a única certeza que temos nesta vida. Muitos, no entanto se apegam aos bens materiais de uma maneira febril e desvairada, muitas vezes encurtando sua passagem em troca delas. Ouvi várias vezes em tele jornais a notícia que muitas pessoas que vieram a perecer na última tragédia no Rio de Janeiro, digo o último por ter sido a mais recém, não que seja a derradeira; pois bem, não deixaram suas casas a procura de lugares mais seguros, por medo de saque, que levassem seus bens que tanto custaram a conseguir.
Quantas vezes compramos um jogo de sofá, que na verdade não é do nosso gosto, mas está na moda para massagearmos nosso ego quando este for elogiado pelo amigo que nos visita? Quantas vezes já ouvimos, ou vimos um conhecido com um tremendo carrão do ano, sabendo que economiza na despensa para poder pagar as prestações. E quem já viu um caminhão de mudanças acompanhando um enterro?
Acompanhei mais de uma vez tragédias iguais nesse estado, acompanhei de perto, como fuzileiro naval estive retirando corpos da lama e debaixo da terra, assim como retirando moradores de áreas de risco, e vi, e ouvi poucas e boas, tendo inclusive certa vez um braço mordido por uma mulher que se agarrava no que tivesse pela frente para não deixar sua casa. Outros faziam questão de levar o máximo de material que pudessem. Para que?
Vejam acima que exemplo fantástico, o cachorro cuidando o túmulo de alguém que morreu na tragédia, não foi cuidar dos pertences da vitima, mesmo sem saber que esta não poderá mais usá-los. Não quero aqui tornar as vitimas réus, apenas alertar os que ficaram, que mesmo quem aqui viveu sempre em castelos de altas torres, no cemitério as ruas são bem estreitas, e as moradas sempre baixas, está certo que algumas feitas em raro mármore, outras apenas um monte de terra, mas que o destino será sempre o mesmo.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011


A Rotina Trágica.
J. Norinaldo.

Tragédia no Rio de Janeiro. A maior tragédia natural do Brasil, até agora, pois com certeza não será a última. Todo mês de janeiro repete-se a cena como se repete o carnaval, e centenas de vidas são ceifadas, crianças que deixam a vida sem sequer entender a diferença de viver a beira da morte numa escarpa de morro ou numa mansão da zona sul. Depois do choro sobre o leite derramado, vem fevereiro e ai a história é outra, o mundo inteiro ver um Brasil diferente do que é na realidade, um povo alegre cheio de mulheres bonitas e seminuas, sorrisos de orelha a orelha, quando na verdade grande parte da população desse país vive abaixo da linha da miséria. Mas mostra ao mundo uma realidade diferente, sorrindo com dentes podres, como podres são as mentiras vendidas lá fora por que tem o dever de coibir estes tipos de tragédia que não são para o povo do Rio de Janeiro nenhuma novidade.
Enquanto o país gasta bilhões de dólares em construções de estradas, metros, aeroportos e estádios de futebol, liberam uma miséria para reconstruir áreas destruídas pelas intempéries, que são reconstruídas no mesmo local a espera de nova tragédia, parte desse dinheiro ainda é roubada por políticos corruptos que se aproveitam até de calamidades para ficarem mais ricos ainda. Toda estrutura construída para a Copa do Mundo e Olimpíadas naquele estado, beneficiará muitos, isto é claro, mas jamais aqueles que vivem em áreas de risco permanente, em encostas de morros em barracos de papelão, muitas vezes.
Vi nas campanhas políticas, candidatos prometendo acabar com a pobreza em nosso país, eu não atinava como, agora sei. Será que enterros coletivos de mais de 500 seres humanos não chegam para sensibilizar esta gente? Será que ninguém vê o péssimo exemplo que deu a África do Sul? Um país recentemente vitima da destruição por guerra, por discriminação racial, grande parte da população sobrevivendo na miséria, gastar o que foi gasto em estádios de futebol, e agora não tem sequer times para utilizá-los, quem sabe se tornem templos das tantas Igrejas que acumulam bilhões vendendo o nome de Deus, que a estas alturas deve ter lavado também as mãos, pois na verdade nem ele é de ferro.
Mas não se enganem, alías vivemos enganados todo tempo, que daqui há algumas semanas, toda essa tragédia é esquecida, menos por aqueles que a vivenciaram ou perderam entes queridos, nosso país voltará a rotina de felicidade, votando no Big Brother, pois putaria é o que interessa, o resto são detalhes. Que Ronaldinho Gaucho ganhe mais de um milhão de reais para brincar, enquanto o trabalhador brasileiro que se dane com um salário de fome, e desse ainda tirar algum para ir ao Maracanã vê-lo jogar e assim poder garantir seu milionário salário.
Na verdade nem sei se escrevi coisa com coisa, tamanha é minha revolta, que além de não resolver nada, ainda pode me trazer uma bela úlcera. Afinal eu também sou brasileiro e também filho de Deus, e como todos, só sei dizer: “Eu não posso fazer nada”. Com certeza e não vai aqui nenhum augúrio, mas esperem e verão: o Big Brother 12, começará pouco antes da próxima tragédia, que também não deixa de ser uma tragédia que poderia muito bem ser evitada, num pais onde crianças se prostituem, muitas vezes por um pão, dar um milhão de reais para que vadios fiquem transando numa mansão e o Brasil votando em quem transa melhor, ou quem tem o melhor rabo. Cada vez mais enchendo as burras de ouro daqueles que além de nos explorarem nos humilham mostrando o quanto somos burros.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011


J. Norinaldo.

Em fim descortina-se a fumaça que durante muito tempo embaçou a minha mente com uma cruel dúvida: por que tudo atualmente é para a juventude? Música, moda, sexo livre, mídia e etc.? Se procurarmos com cuidado, vamos ver que não existe um programa de TV, rádio, nenhum show anunciado para quem tem mais de 40 anos, nenhuma moda é voltada para esse público. E o mais interessante: essa mesma juventude não tem ainda nenhum poder aquisitivo.
Ai. De repente cai a ficha. A juventude tem a coragem de idolatrar seus ídolos ainda vivos, viajar milhares de kilomentros, muitas vezes em situações precárias para vê-los, para gritar, rasgar roupa, mostrar a bunda, mesmo que seus idolatrados façam exatamente o mesmo, gritem feito loucos em palco fantástico, rasguem a roupa, mostrem a bunda, quebrem a guitarra que as vezes custou os olhos da cara, que daria para quem veio em situação precária chegar de carro zero. Nada disto importa, o que importa é mostrar que curte esse ou aquela banda, não interessa de que banda saia, o importante é barulho.
Enquanto aqueles outros, aqueles que até um dia foram jovens, usam da sabedoria suprema para esperar que seus ídolos morram para poder venerá-los. Estou errado? Não terá sido assim com Bach, Van Goghi e tantos outros? Conhecidos nosso? Ah! Posso citar Mário Quintana, que terminou seus dias de Príncipe dos Poetas sendo despejado de pensões de última categoria em Porto Alegre, cidade que escolheu para viver, amar e cantar. Depois de morto, ganhou um verdadeiro palácio da mesma cidade, aliás, dos seus habitantes, ou governantes. Eu fiz uma visita aquele local e quase fui expulso por aventar minha idéia.
Pena que alguns ídolos dessa juventude, como Cazuza, tenham querido dar uma de pensador e deixado frases idiotas como: “Meus ídolos morreram de over dose, e os meus inimigos estão no poder”. E ai surge mais uma balela de que nossa juventude está perdida por causa das drogas. Não vou aqui dizer que não usam, mas já vivi numa cidade que fazia fronteira seca com a Bolívia, assim como vivi em grandes cidades do país, e sei muito bem que a velhetude também não fica para trás no consumo. O que é mais lamentável nisto tudo, é ver crianças de até sete anos viciadas, isto é uma verdade, embora triste mas é.
Por que será que os ditos mais velhos não curtem seus ídolos? Será que depois de uma certa idade não se precisa mais disto? Faz vergonha elogiar o trabalho de quem realmente tem talento? Um cantor, um poeta, compositor, um Rossini Rodrigues? Será isto?
Por falar nisto, não sei se pela idade, pois meu micro é ante diluviano para os padrões de hoje, me deu um cansaço neste texto, todas as vezes que tentei escrever o nome de Bach completo, ele simplesmente travava e mandava o texto para o espaço. Como era de madrugada e encontrar-me sozinho, confesso que não fiquei muito tranqüilo. Não sei se por não gostar da sua música, eu adoro, ou pela sacanagem que fizeram com esse gênio, que era funcionário da prefeitura de uma pequena cidade alemã, cuidando de crianças órfãs e sarnentas, e somente 79 anos após a sua morte, Medelson descobriu algumas das suas obras, por que a maioria serviu para embrulhar carne e peixe nos açougues.
Acredito que está na hora da juventude ter uma conversa com quem já foi jovem e esqueceu, assim como está na hora de dar um jeitinho nesse meu micro, senão quando tiver que escrever John Seb..... Credo, já ia me esquecendo, bem no final do texto. Talvez seja revolta pela minha cascuda igonorancia de não saber falar alemão. Afinal eu sou apenas um rapaz de 62 anos, latindo americano, tentando aprender ingrês. Fui