segunda-feira, 4 de maio de 2015




Uma história de beleza muito triste.
J. Norinaldo



Faz uns 40 anos, eu era solteiro e morava num quarto onde moravam outros fuzileiros, ao lado morava uma mulher muito bonita, mas dessas bonitas que dificilmente passam despercebidas e não geram comentários. Um sábado pela manhã coloquei uma cadeira na porta do quarto para tomar sol, quando que dava para a porta dos fundos da sua casa, quando de repente ela sai vestindo chambre de azul belíssimo com um belo dragão pintado as costas, um toalha na cabeça, sentou-se de frente para mim, uma distancia de 20 metros talvez, levantou a perna, e que perna, colocando-a sobre um banquinho e baixou a cabeça para lixar as unhas dos pés é claro. A visão do paraíso. Fiquei sem saber o que fazer, sair dali poderia pegar muito, pensei nisto, mas desisti. Resisti até o fim, tendo momentos que ao trocar de pernas no banquinho mostrava a peça mínima, que mesmo não sendo tão mínima como hoje, não haveria necessidade. Não sabia seu nome, nunca me interessei, até por que tinha certeza que era muita areia para o meu caminhãozinho, que além de ser apenas cabo fuzileiro, nunca bati bem de feições. Um dia 31 de dezembro, por volta de 22;h00, resolvi sair sozinho para tomar uns tragos e encontrar alguns amigos, não tinha namorada só amigas; antes tomei uma bela talagada de uma que sempre tinha no quarto. Não andei 100 metros e senti que um pneu havia furado, desci e fui pegar o estepe e para minha sorte este estava vazio. Voltei, sentei-me no banco e encostei a cabeça no volante do fusca sem atina com o que fazer, com a paciência que tenho e conheço bem tentando me controlar para não atear fogo num carro novo. De repente sinto uma mão em minha cabeça e uma voz doce como mel: O que  houve? Está sem estepe? Levantei a cabeça e pensei: que merda, tive um enfarto e morri logo hoje, nunca pensei que fosse assim! Ela insistiu, vamos lá a minha casa que telefono para um taxi e ele vem buscar o pneu leva numa borracharia e traz rapidinho, vamos lá. Desci ainda  aturdido talvez pela morte repentina e segui aquela coisa que não será uma mulher, quase 1,80, busto farto, cintura ei fina, e as pernas... Não vou dizer com era decorada sua sala pois seria o mesmo que dizer de quem estou falando, para encurtar o papo, o taxi veio, levou os pneus, ela mesma pagou, e ai me convidou para dar umas voltas. Ai foi a vez de o morto ressuscitar e lembrar que tinha apenas 62 cruzeiros novos naquela época, sei que não dava para nada; abri o jogo e ela rindo disse: Não te preocupa com isto.  Estivemos num Barzinho famoso na praça, tomamos alguns Whisky, fomos a duas boates, ela não gostou do ambiente, e me convidou para ir a sua casa. Eu estava adora a morte.  No outro dia de madrugada, atravessei uma cerca e voltei ao meu muquifo. Saímos mais algumas vezes um um dia eu já era casado, estava na Casa di Itália com a minha mulher, quando esta me cutucou e disse: olha a beleza dessa morena! Meu coração quase saiu pela boca, minha mulher notou porque perguntou se eu estava bem, eu disse que sim e sai para fumar. A rainha estava acompanhada de um senhor de meia idade muito elegante. Muito anos depois, voltei a cidade da princesa e uma amigo que era diretor da CEEE me convidou para dar uma volta, fazia bastante frio e fomos para num cabaré, naquele tempo havia isto, hoje as meninas fazem de graça. Lá conversa vai conversa vem, fui apresentado como engenheiro, e uma menina muito bonitinha, acho que tinha algo com esse tipo de profissional se encarnou em mim; tomávamos uma cerveja quando me veio a cabeça da deusa da frente do meu quarto. Perguntei a dona da casa que já tinha bastante idade, faleceu faz pouco tempo pela minha deusa e ela me perguntou duas ou três vezes se ela aquela que morava em tal lugar que era amante do fulano, isto eu não sabia, mas lugar eu tinha certeza. Então veio a bomba que quase me matou realmente deste vez. Ela anda para cima e para baixo por tal lugar, quase sempre urinada e as vezes até defecada, sempre com uma garrafa de pinga; tem um corte  no rosto da testa até o queixo que nunca sarou, está sempre purgando. Aconselho-o a não querer vê-la, aliás, faz um bom tempo que não a vejo, se não a internaram já morreu. Ainda tentei mais uma vez descrever tudo que sabia para ver se havia engano. Nada. Tudo batia direitinho, era ela. Bem podia ser, mas eu não consegui acreditar, convidei meu amigo para voltarmos, não consegui dormir aquela noite, e em muito demorei a conciliar o sono pensando no que representamos neste mundo. Não procurei mais saber nada a respeito dessa mulher  mas aprendi uma grande e triste lição: A vida nos dá a direção, o caminho quem faz somos nós.

sábado, 4 de abril de 2015







Recordar é viver ou Sofrer?
J. Norinaldo.


Para quem gosta de escrever, o que não significa escrever bem, mas gosta e com as facilidades de hoje então. Sento em frente a minha mesa e uma folha de papel roda rasurada se encontra em frente a uma caixa de som cuja luz ilumina e destaca dois nomes: Teoodore Roosevelt e Dustim Hoffman. Olhei e pensei o que Theodore Roosevelt estava fazendo ali esquecido num canto da minha mesa, tentei lembrar-me de algo que escrevi sobre ele, nada, pensei que foi ele que disse que o símbolo dos Estados Unidos teria que ser um Urso e não uma Águia, nem sei se realmente foi ele que disse isto, mas como não falou comigo, não sou obrigado a me lembrar; já o segundo, esse sim, me traz muitas recordações e até hoje quando ouço Mrs Robson sinto um ferroado no coração. Tinha 21 anos de idade quando assisti ao filme “A Primeira noite de um Homem”. 1968 eu cursava para cabo Fuzileiro Naval, assisti ao filme num grande cinema em Botafogo RS, além da música como citei até hoje me toca muito algo ocorreu que jamais esquecerei. Sai do cinema e entrei num grande bar que não recordo o Nemo, tinha um enorme balcão em curvas, muitos espelhos parecia coisa de cinema americano. Sentei-me num banquinho numa curva do balcão e pedi uma dose de conhaque, que também não lembro a marca tanto anos faz que não bebo. Lembro da fina taça, acompanhada de um guardanapo impecável, não muito ao meu costume; comecei a bebericar minha bebida pensando no enredo do filme. Não demorou muito, sentou não muito próximo uma belíssima moça, e como assim por encanto, olhou para mim e pensei que sairia correndo, ou pelo menos procuraria um lugar mais seguro, perguntou-me de repente: O que é isto que está bebendo? Quase me engasgo, mas respondi conhaque! Ela então. Chamou o garçom e apontando meu copo pediu a mesma coisa. Chegou mais para perto, e então pensei logo: uma prostituta, pelo menos muito bonita e muito bem vestida. E ai, pensando em que? Perguntou de chofre; falei-lhe que pensava sobre o filme que acabara de ver e  ela disse, bem, esse não vai ser um bom tema para conversarmos, isto é se estiver a fim de conversar comigo, pois pretendo assistir ao filme e odiaria se me contasse. Mudamos de assunto e pelo que abordou, tive quase certeza se realmente fosse uma prostituta seria de altíssimo luxo, o que não constava nas minhas cogitações. Olhei para todos os cantos e naquele bar enorme, apesar que caia uma fina garoa só nós dois, o garçom e alguém na cozinha bem distante; lembrei-me de uma antiga e desgastada piada, de que você deve sentar-se sempre na entrada de um bar, pois tem mulheres que saem de casa fulas da vida com o marido  ou parceiro e dizem: Vou dar para o primeiro que aparecer. Isto me frustrou um pouco, porque não havia escolha no momento. Só eu. Final de Papo ou para encurtar, tomamos mais duas doses de conhaque e ela me convidou para ir ao seu Apartamento ali perto na Rua Voluntários da Pátria. Eu não acreditava em nada, parecia que entrara na tela e agora fazia parte do filme com um enredo diferente, mas a trilha sonora era a mesma. Chama-se Cléia  a moça, usava um vestido azul brilhante de alças um penteado de atriz e cheguei até a pensar que chegara minha hora e por ser muito feio, Deus me mandara a morte disfarçada de mulher bonita e elegante. Tive uma noite fantástica, no outro dia fomos a praia, ainda bem que eu tinha dinheiro suficiente para alguns cocos gelados, mas o short ela me emprestou. Sai dali na segunda feira ainda escuro, para ir para o quartel, mais feliz que pinto no lixo já pensando no próximo encontro, como naquela época o telefone, não era como hoje, eu teria que ir pessoalmente o que para mim não era nenhum sacrifício. Meus colegas notaram a minha felicidade, perguntavam uma monte de coisas, mas eu tinha medo de contar e ou acordar ou alguém com olho  gordo estragar tudo. Tinha um acampamento marcado para aquela segunda feira, lá  na Barra da Tijuca, ainda zona rural; ficamos até a sexta feira acampados e pela primeira vez pensei em desertar da marinha para ir encontra a minha deusa. Não o Fiz, mas no sábado estava eu em frente ao prédio, não antes de ir a Impecável Maré Mansa uma loja que vendia a crédito ao pessoal de Marinha e adquirir uma linda veste, sapados novos, estava nos trinques. Cheguei ao sétimo andar, tremendo de emoção e não sei mais o que, apertei a campainha e ouvi passos lentos no tapete já conhecido, meu coração parecia que ia sair pela boca, ainda bem que por falta de um buquê de flores que a Impecável não vendia, eu vi a porta se abrir e uma senhora de cabelos tão brancos que pareciam ou eram azuis, me cumprimentou educadamente  e disse: Pois não! Eu não pirei, ora poderia ser a avó da moça que poderia ou ter saído ou está dormindo, ou tomando banho quem sabe pensei. Expliquei-lhe que conhecera uma moça, dei todos os detalhes, no final ela deu um sorriso maroto e eu gostei, ela então soltou a bomba, parece que escuto até hoje quando por acaso ouço Mrs. Robson; É minha neta, ela mora na Grécia e viajou para lá na quarta feira. Não a senhora deve está enganada ou eu me enganei de porta, ou de prédio, não pode ser. Sim, filho, disse ela, sempre foi brincalhona, deve ter lhe contado mais uma das suas histórias, ela é casada com um jovem engenheiro grego há 5 anos, deve voltar por aqui daqui a uns cinco anos novamente. Sai dali sem ver nada, entrei no primeiro boteco e ao invés de conhaque agora foi cachaça  mesmo, quando acordei, estava sentado no chão, em frente a uma Padaria cujo nome era Rio Lisboeta, quem morou no Leblon nessa época deve se lembrar, se é que ainda não existe. Voltei para o quartel, e todos notaram a minha infelicidade, fique sem sair por quase 40 dias. Outro dia ia saindo do Santander aqui em minha cidade e quase tenho outro infarto, vi alguém, que claro não era ela, mas nunca vi ninguém tão parecida, esta quase saiu correndo pela maneira que a olhei. Depois fiquei no carro rindo para não chorar.


quinta-feira, 26 de março de 2015


Hoje És apenas Saudade e...
J. Norinaldo.



Hoje estive olhando por um tempo demorado uma velha foto em preto em brando de um amigo com quem costumava conversar, tinha um pequeno restaurante e eu lá quase sempre estava tomando um trago, coisa que há muito não faço e entabulando uma boa conversa. Era bem mais velho que eu, gostava de ler livrinhos de bolso de Faroeste; na maioria das vezes atendia seu estabelecimento vestindo calças negras bem vincadas e camisas brancas impecáveis com uma liga preta no ate braço esquerdo, ficava muito ancho quando o comparava com um bancário do velho este americano.  Hoje é apenas saudade. O que significa ser apenas saudade? Você já pensou que um dia essa é a única certeza que terá nessa vida é que será apenas saudade, se for? Dias atrás estive num cemitério, e como faço sempre caminho pelas estreitas ruas, lendo epitáfios e vendo fotos, e dando tratos a bola justamente sobre este assunto aqui agora aventado. Cheguei a um estranho e feio local, a um ossuário, muitos crânios, tíbias, braços costelas, em fim ossos humanos e pensei olhando na direção de um aglomerado que efetuava um enterro. Mulheres bonitas, uma em especial chamava a atenção pela beleza, o porte de princesa, a maneira de se impor; olhei novamente para o ossuário; será que aquela moça e tantas outras que hoje vivem entre nós, imaginam que um dia serão apenas saudades ou parte de um amontoado de ossos, por vezes fétidos, e que alguém que daria tudo na vida para ter de si um abraço, um beijo, um carinho, ou mesmo tê-la nos braços fazendo amor, e que isto significaria o paraíso na terra; agora, precisaria de máscaras e luvas se tivesse que tocá-la, e que muito pelo contrário do momento anterior aqui citado, quando procuraria não lavar as mãos ou o corpo para não perder seu perfume; ora já teria pronto algum tipo poderoso de desinfetante para uma total assepsia? O que somos nós para sermos tão orgulhosos e soberbos? O que nos dá  a alguém esse direito tendo esta total certeza de um futuro sem escape? Qual a diferença ou o cheiro da ossada daquela moça que vejo com tanta beleza, apesar dos olhos tristes no momento, para essas a que olho agora? Seria cheiro, odor, ou fedor ou fetidez? Só a saudade não tem cheiro, e será que alguém já se perguntou o tempo que dura o perfume das pétalas de rosas que enfeitam, ou cobrem aquele que acaba de tornar tristes os belos olhos da jovem supracitada, depois que o último tijolo for colocado? Dou mais uma olhada em direção a jovem que começa a se afastar com um lindo modo de andar, enquanto começa cair uma fina garoa, dou mais uma olhada para os ossos e também meu vou, inclinando a cabeça com quem diz: Até um dia... Não só para mim que sou feio e também não devo andar muito elegante, mas para todos, sem exceção, belos ou feios, banqueiros e bancários, capitães e corsários, todos sem exceção; hoje soberba, orgulho, ostentação, assédio, amor e carinho. Um dia, Eu, a Bela, o  banqueiro e o bancário, o capitão e o corsário. Saudade, fetidez  usuários talvez do primeiro ou do mais alto degrau da humildade, que nunca preocupou a maioria da humanidade.  Ainda passei pela frente do túmulo recém-lacrado, um retrato retangular numa moldura de luxo, mostrava uma senhora de idade agora, mas que dava para notar que ostentara certa beleza outrora.





O Brilhante que mais Brilha.
J. Norinaldo.



O diamante é sem dúvidas o mineral mais duro e talvez o mais valioso da terra, amado e cobiçado, orna os mais famosos colos por todos os cantos do planeta onde seu brilho indica o valor intrínseco do colo que ornamenta. Por mais duro, mais rara e mais cara, o diamante pode ser lapidado, enfeitado, moldado de acordo com a beleza escolhida. Apesar de tanto valor, tanta raridade a natureza dá uma lição de humildade e estes podem ser encontrados entre cascalhos pedras sem nenhum valor aparente. Um diamante, às vezes tem o valor suficiente para alimentar um milhão de seres humanos famintos por um bom tempo, mas na verdade, alimenta a vaidade, a soberba e o orgulho. Existe somente na face da terra algo mais duro, mais valioso e que jamais é moldado ou lapidado que se chama caráter, em algo muito parecido como o diamante, que como disse pode ser encontrado entre cascalhos, pedras sem nenhum valor aparente, e o seu brilho somente ofuscado pelo brilho do segundo. Como jamais poderá ser moldado ou lapidado, de valor incalculável, o caráter não enfeita colo ou anéis, e também se encontra onde para muitos são becos escuros e sujos, vielas ou mesmo entre aqueles que não têm sequer um teto para se amparar da chuva, ou os constroem com os cascalhos que para quem busca diamantes não tem nenhum valor. O maior diamante do mundo é medido em quilates, porém até hoje mesmo depois da descoberta da Física quântica e de uma tecnologia  que sequer existe ainda uma linguagem adequada para descreve-la; não se conseguiu descobrir uma medida para o caráter. Um diamante surge como diamante, depois de lapidado chama-se brilhante e dependendo do quilate  dita a fortuna e o status do seu proprietário; o caráter diferentemente, nasce com seu dono é para sempre intransferível, talvez por isto mesmo não tenha preço. Um castelo todo construído de diamante que alcance as nuvens, não tem o valor do caráter de um pobre homem que fez sua vivenda de cascalhos, e que se veste coberto de trapos e remendos. Se me perguntarem e algo posso dizer se digo a verdade ou minto, se preferiria possuir 100  diamantes dos mais altos quilates, ou simplesmente um rancho feito de cascalho e coberto de capim, mas com caráter, simplesmente caráter, que não veste, não orna e nem alimenta ninguém, eu tenho certeza que saberia o que responder. Só há um, porém como supracitado caráter, nasce com seu dono é intransferível e quem o deu, foi o mesmo criador da terra, do céu e do mar, de todo o firmamento, incluindo na criação o diamante, não como comparação de valores com o caráter, talvez para mostrar a humanidade que não existe apenas um sol, e nem só de brilho e luz este é feito; e que se a escuridão é apenas ausência de luz, A vaidade, a soberba e o preconceito sobre a beleza, representada pelo brilho tão diferente do diamante, nada mais é que ausência de algo mais duro, mais raro, mais caro e mais brilhante que se chama... Caráter. Eu nunca tive um Diamante nas mãos, nem por isto posso afirmar que tenho caráter... Pense nisso.

sexta-feira, 20 de março de 2015






O Beijo.
J. Norinaldo.


Frente evangélica na câmara dos deputados lança nota de repúdio ao beijo das duas senhoras idosas numa novela presumo eu. Interessante que esses mesmos evangélicos estiveram participando ativamente no dia 15 do corrente num manifesto contra o governo em que apareceram mulheres totalmente nuas, totalmente é totalmente, bundas, vaginas, seios tudo a mostra em plena Avenida paulista, Na verdade não vi nenhuma nota de repúdio.  Caso tenha saído e eu não tenha tomado conhecimento, peço antecipadamente desculpas e solicito que desconsiderem o texto abaixo. Agora aqui eu repudio a hipocrisia e a pouca vergonha dessa corja de hipócritas, falsos moralistas, de Pênis e anus ungidos e perfumes com cheiro de Jesus Cristo.Eu acredito, caso não tenha saído essa nota condenando com veemência os atos supracitados de nudez total em público, ou inclusive essas pessoas ou piranhas não tenham sido punidas, pois isto constitui ato de atendo violento ao pudor, visto que nas manifestações haviam crianças; que falam muito que Lula não sabia da corrupção que havia em seu governo, mas que Deus está agindo do mesmo jeito, incentivando novos espertos a ficarem ricos em seu nome; no meu ponto de vista tão cúmplice o Criador quanto a criatura. Impunidade celeste e terrestre aula é a diferença. Outro dia vi aqui mesmo uma postagem mostrando se não me falha a memória um Pastor americano preso por declarar ter o Pênis ungido para pode abusar de virgens; verdade sendo, claro que não é para qualquer um ungir o pau, mas bem que daria um bom dinheiro. Vamos tomar vergonha na cara e aceitarmos que este país não tem mais jeito, em nenhum seguimento. Contei aqui mesmo que encontrei um conhecido quase chorando num bar, perguntei-lhe o que havia e este me relatou  que havia reclamado pois não aguentava mais ficar em casa ouvindo os urros da filha menor transando; não adiantava elevar o som; e que a mulher o correu de casa perguntando se ele preferia que eles fizessem na rua. Não sei o mundo, mas isto aqui apodreceu e não tem mais jeito. Sei que serei censurado e até sacrificado, por muita gente que vai dizer: epa! Não se pode generalizar. Concordo e já ia colocar aqui este termo, mas geralmente quem mais defende é quem passa por situações idênticas. Não sou católico, hoje não frequento qualquer tipo de Igreja. Religião já não sei se existe. Pois muitos lesados da mente e no bolso pensam se tratar da mesma coisa. Alguns dos meus amigos que sejam evangélicos que queiram perdoar meu desabafo, o façam, caso não queiram é só clicar e me detonar. Continuo ressaltando que pode ter havido uma nota repudiando os ato de nudez explicitas dos protestos e eu não tenha visto, neste caso peço perdão e como supracitei, desconsiderem meu texto.



quarta-feira, 11 de março de 2015








Orgulho de que?
J. Norinaldo.


Grande parte da imprensa brasileira nos últimos tempos, imprensada entre a lama e o nada, tem feito acredito eu com que milhares de jovens que em fim tiveram a oportunidade de frequentar uma Faculdade e escolheram Jornalismo pensem que o mundo conspirou contra eles. Ou não? Apenas está mostrando que o que a faculdade ensina e acredito que ensine sobre ética e honra, vale apenas para passar no curso; fica do lado de dentro dos muros,  que aqui fora vence o mais esperto, o mais sujo, aquele que sabe mais manipular, mentir e enganar, quem for mais canalha terá maior sorte e sucesso na profissão?
Já ouvi alguns postulantes a focas dizerem o seguinte? Quem tiver capacidade não precisará de nada disso. Bonito não? Se fosse verdade, mas não é. Quem vai acreditar que alguém que está saindo agora de uma faculdade vá ter mais capacidade do que aqueles que estão na profissão há mais de 30 anos? Já ouvi de tudo sobre a profissão por aqui, como novos nomes: jornalismo Ninja, Jornalismo, Camicaze, Até jornalismo Puta. Seria  toda essa loucura  o advento da Internet? Que faz de cada internauta um repórter, um jornalista, e que a mídia antes um reduto seleto e secreto, hoje ter um site  ou um blog é ser parte da mídia?
O que é mais triste, esta mesma Internet que veio e poderias nos deixar muito menos dependentes da mídia manipuladora, a maioria por falta de capacidade de criar e está fazendo pior. Como escravos libertados e que voltaram à África e se tornaram escravagistas. Aonde chegaremos? Quando teremos realmente vergonha dos nossos mal feitos e não acharemos que somos engraçados por isto e não ridículos? O dono Fo Facebook ameaça criar uma regulamentação para o uso da Rede por brasileiros, não vi nenhum comentário ou revolta na Rede por tais declarações; como quem diz somos brasileiros, esqueceu? Segundo uma fonte fidedigna, existe um país muito procurado por brasileiros a procura de empregos, que contrata brasileiros para evitar que seus patrícios entrem em seus estabelecimentos comerciais; medo que roubem, ou para muitos, deem o jeitinho brasileiro.
Devo mesmo me orgulhar de ter nascido aqui? Moro na fronteira com a Argentina, outro dia conversando com alguém sobre tirar um visto para os Estados Unidos, não sabia que na minha idade só em casos considerados especiais exigem a entrevista; falava em ter que ir a são Paulo ou rio de Janeiro para realizar tal tarefa; quando águem sugeriu que muitos brasileiros daqui, preferem ir ao Uruguai, já que são Paulo é considerado o Consulado mais movimentado do planeta. E outro perguntou: Mas a argentina não é mais perto? É respondeu o primeiro, mas os argentinos não precisam de vistos para entrar nos Estados Unidos.

É orgulho ou a certeza de não poder mudar nada, que faz tanta gente dizer que tem ou fingir que tem esse orgulho. Afinal, orgulho de que?

terça-feira, 10 de março de 2015

Panelaço da elite  brasileira.
J. norinaldo




A Elite brasileira está coberta de razão ao fazer panelaço e ir para rua pedir o Impeachment de Dilma. Então está certo, ha menos de 13 anos se podia sair de casa ou da mansão de carro contando com estacionamento para a Mercedes no local onde se ia, hoje isto é totalmente impossível, milhões e milhões de pobres conseguiram o que pensamos morrer sem ver, conseguir comprar carros Zero km no Brasil?
Está certo isto, eu entrar num Shopping em Miami ou New York e dar de cara com a mulher e a filha do porteiro do meu prédio na mesma perfumaria? Está certo meus filhos chegarem a mansão brancos como velas, eu pensar que foram assaltados por algum pobre, mas não, quase em estado de choque me contarem que a filha da empregada é sua novo vizinha de carteira na Faculdade? Está certo eu mesma ter que virar Indiana Jones no meu próprio Apartamento para descobrir onde ficam as malditas panelas e ir a minha varanda bate-las porque a empregada já não dorme mais no quartinhos de escravos? em fim final de semana ter que ficar na piscina porque prias que já foram seletivas hoje são frequentadas pela plebe que além de entupir as estradas com seus carrões zero km, aqueles mesmos que até há pouco tempo lavavam os meus. Não! só louco ou totalmente alienado para não dá toneladas de razão a elite pelo panelaço de luxo. Única exceção em são paulo foi o panelaço nesta favela mostrada abaixo, o restante foi só em bairros luxuosos. Obrigado Lula, Obrigado Dilma, mesmo que a mulher velha tenha que com muito sacrifício fazer as tarefas que antes alguém fazia por miséria, não que eu fosse mão de vaca, mas não podia pagar mesmo, ou termos que protelar a diarista para 15 em 15 dias; muito obrigado por livrar meus semelhantes das correntes, e perdoem aqueles que mesmo ainda portando os estigmas das correntes e dos grilhões, seguem seus antigos algozes; entendam que não é fácil se livrar de uma rotina que durou 503 anos, não são 503 dias. Por favor, não deixem acontecer o que estão querendo fazer; pois as correntes estão sendo azeitadas novamente, só depende de vocês para as senzalas que nunca foram demolidas serem reativadas novamente. Deus os Ilumine e nos Guarde.