quarta-feira, 23 de setembro de 2015




Vamos deixar nossas crianças serem crianças, e delas sejamos apenas sábios e amigo.

José Norinaldo.



"O Homem mais sábio que eu conheci não sabia ler e nem escrever'. (José Saramago). Eu não diria que, mas que é uma grande mensagem a humanidade, não que se trate de uma apologia ao o não estudar, a não se esforças apara para ser doutor; mas seja como for, partindo de quem partiu de alguém que quando partiu o mundo se  sentiu menos intelectual. Para que absorvamos os pequenos ditos, os grandes escritos, mas não esqueçamos que a sabedoria pode não está lá. José Saramago, se referia ao seu avô que no mesmo documento narrado alguém diz que seu mundo era seu quintal, em poucos minutos por ele percorrido. Portanto o que adianta viajar o mundo de olhos e ouvidos vendados. O que se pressupões entendo o caso, é importância de um adulto, adotar como amigo uma criança e com ela dialogar, com certe esta absorverá tudo o que for bom do que for dito, pelo simples fato, de sentir-se importante, por um homem mais velho assim o tratar. é muito bom ter amigos que te jugam um sábio, quando não verdade com ele (a) muito temos a prender, porém sem saber que as pernas de uma menina se são finas ou grossas, redondas ou quadradas. Obrigado José Saramago, por mais esta lição que nos foi legada, pena que tão pouco a vejam e não tirem dela o que eu tirei. Que a uma criança, se ensina o que se pode, e somente o que deve ser ensinado; que a própria vida subdividiu, em várias etapas a serem vencidas, sem a intervenção de adultos de pensamentos nefastos que procuram o pasto ainda no broto; matando o que há de mais belo, como a desprender um elo no meio de uma corrente ainda em construção. Todos nós fomos crianças, então hoje adultos vamos vê-las assim como tal, vamos usar a consciência e retira do nosso vocábulo a palavra "Abuso"; não vamos agrilhoar a quem ainda nem sabe para que seu uso. Adote  uma ideia que é tão natural, você já foi criança, e mesmo que não soubesse, nunca quis para si este hediondo mal. Olhe para uma criança como se fosse um anjo que realmente é. e jamais a veja apenas como uma pequena mulher. Recebi este slide de amiga que insistiu que visse, não pelos motivos óbvios que alguém pode pensar, mas por que com certeza saberia que de um jeito ou de outro, eu iria me manifestar.

sábado, 19 de setembro de 2015




Nascer, Crescer e Viver.
J. norinaldo.


Você nasce, vê o mundo e chora, depois em troca do conforto uterino de onde não pediu para sair torna-se um pequenino egoísta, quer tudo para você, quando na verdade colo, seio e carinho seriam o suficiente; começa engatinhar com medo de se perder em alguns palmos de espaço, até um dia cresce e com sorte terá uma infância feliz. Como uma infância feliz? Isto não é natural? Afinal, criança precisa de tão pouco para ser feliz, portanto sua felicidade é diferente. Até que alguém lhe pergunta é difícil escapar disto: O que quer ser quando crescer? E se você soubesse de tudo, não fosse feliz por qualquer coisa; com certeza responderia: O que  lhe dá tanta certeza de que quero crescer? Quando outros que já cresceram e por lá se decepcionaram, não procuram a felicidade efêmera e criminosa, roubando dessas crianças e a inocência fazendo com que a felicidade fácil e abundante se transforme em traumas, palavras que se já ouviram sequer sabem identificar o que é. Muitas vezes quando se chega a idade das descobertas e da curiosidade, se conhece também o amor, não aquele amor que somado a seio e colo seria a felicidade. A paixão, e se apaixona e se sente nas nuvens, de repente descobre para sua tristeza, que por quem se apaixonou não vale a pena o não é correspondido. Sofre muito, principalmente a primeira vez, mas ai aprende outra coisa que jamais se pode fugir de ouvir: Isto com o tempo passa! E passa mesmo, às vezes demora, mas passa, a ferida sara as sequelas desaparecem e a vida continua. Vem a segunda vez e novamente nada dá certo, só que agora já tem a receita e o antídoto: com tempo passa. E vai passando sem notar que não somente a sua dor passa com o tempo, mas que este é como um rio que não volta, e de repente vê que deixou passar demais sem notar que na verdade não viveu, assim como o tempo, passou e já não há mais tempo para decepções e principalmente tempo para ela pode passar e passa a ver o mundo como no momento em nele chegou. Você não pode impedir a passagem do tempo, mas não fique só esperando ele levar suas mágoas, pegue a sua passagem e siga junto com ele; um dia o verá seguir sozinho lhe deixando em alguma curva da estrada; mas terá a certeza que não viveu para deixar a vida passar, passou com ela; se não percorreu todos os caminhos percorreu o suficiente para quando como o rio chega ao sem olhar para trás com medo de se tornar imensidão; você saberá que deixou muitas pegas pelo podas estradas quando tiver que ao pó Voltar.

sexta-feira, 3 de julho de 2015




Às Vezes Menos é Mais.
J. Norinaldo.



“O Maior prazer de um homem inteligente é se passar por um idiota que banca o inteligente”. Não sei se sou inteligente, mas tenho tido este prazer supracitado; em várias ocasiões sei que estou sendo nada mais que o bobo da corte e morrendo de rir por dentro. Conta uma lenda que um Sheik em algum lugar da Arábia, todos os dias chamava perante os amigos um individua que era tido como idiota e lhe mostrava duas moedas, uma grande de pouquíssimo valor 25 centavos e outro bem menor que valia um Dihan, e este escolhia a maior e todos davam muitas risadas. Certo dia, alguém perguntou ao homem que escolhia entre as moedas se não sabia que a menor valia muito mais e este respondeu: É claro que sei, mas também sei que no dia que eu escolher a menor, acaba-se a brincadeira e eu perco meus 3 pães diários. Houve uma época em que eu acreditei que era feliz, desfilava em Capitais estrangeiras com Dólares ou outras moedas no bolso; numa delas lembro que escolhíamos como táxi sempre carrões como Mustang, por exemplo;  frequentávamos, finos lupanares e cassinos, mesmo não sendo rico, mas tentava gastar como um. Ao contrário do Idiota da Arábia, pensava que tudo aqui seria eterno enquanto eu não escolhesse a moeda menor. Acontece que eu já havia escolhido, quando dependendo da quantidade de Dólares no bolso mudava até o jeito de andar. Manja quem está esperando o Gerente do Banco para saber porque seus milhões não foram aplicados em tais ações, e outro que tenta um mísero empréstimo já negado por outros? Assim era; vim aprender muito tarde a fábula do papelzinho dobrado e lacrado que o mestre deu ao seu discípulo dizendo: “Só o abra quando estiver tão feliz que acredite que jamais terá felicidade maior, ou quando estiver no seu maior desespero”. Hoje creio que hoje todos sabem o que estava naquele papel escrito; Algo tão simples e tão sábio: “Tudo Passa”.  E passou. Hoje eu tenho toda liberdade do mundo para viajar pelo mundo e não vou quase a lugar nenhum, ganhando mais do que ganhava naquela época, mas é fácil explicar, com muito mais responsabilidade e contas para pagar, não há muita possibilidade para juntar o dinheiro que joguei fora com tantas futilidades quando era jovem. Porém outro sábio que diz: Se eu pensasse como penso agora aos 18 anos, teria perdido muito mais que a metade da minha vida. Certa vez eu e mais uma companhia de Fuzileiros Navais, desembarcamos de  um Avião C-130 Hercules as 08h30m da manhã, eu carregava, no inicio uma base de 26 kg 6 horas depois o peso passava de 60kg com certeza, e sem comer, só bebendo água enquanto tinha no cantil, paramos para descansar as 18h;00. Cansei de jogar 3 horas de futebol de salão sem sair da quadra, o time que ganhava permanecia e eu era um grande goleador, quem me conheceu sabe disto. Hoje, para ir ao mercado a 300 metros de casa, tenho que ir de carro. Pretendo ir a Nova York ainda este ano, mas já pensando em caminhar um pouco e parar e a preocupação diferente da ostentação de outrora com os dólares que tenho no bolso e no Banco. Portanto, viva a vida sem nunca querer dar o passo maior que a perna e aprenda que as vezes menos é mais.

sábado, 27 de junho de 2015


Estão sobrando sonhos, Faltando bons sonhadores.
J. Norinaldo 


Diga-me a verdade qual é o seu sonho agora, terminar de pagar o carro? Não! Isto não é sonho, é obrigação você comprou o carro a prestação e terá que pagá-lo; sonhe com uma Ferrari que você  notou na garagem que entre a Porshe e a Lamborguini  Reventon  tem o espeço ideal para uma; isto é sonho. Você está na faculdade e vive sonhando que depois de atirar o chapéu da toga para cima em seguida surgirá um bom emprego, que dê para pagar o aluguel e sobreviver, para com isto, tem tanta gente sonhando a mesma coisa que já existe um enorme engarrafamento e engarrafamento você conhece, não anda ou anda morosamente. Esta sonhando ter a gata mais linda da cidade como namorada, mais um sonho engarrafado, não é por ai até porque se você consegue poderá ter condições de conquistar a mais linda do estado ou do país; sonha conquistar uma mulher a quem a e que sejas correspondido, que tenha além de beleza, conteúdo, pois nem só de cama vive um casamento;  que adianta ter a gata mais bela e gostosa da área, apresentá-la ao amigo, ele dizer sua garota é realmente bela e ela responder obrigado. Não sonha em fazer um Cruzeiro passando pelas Ilhas gregas, neste momento tem tanta gente sonhando com isto, que faltariam ilhas com certeza e transatlânticos suficientes, sonha ser o dono da companhia de navegação, a maior, vai lá à sala dos sonhos e vais ver que está quase ou totalmente vazia.  Você que está lendo isto, se estiver deve pensar: esse cara deve ser louco, com esta maneira de pensar não sobrariam pessoas que sonham com família com muitos filhos, netos e bisnetos e outras coisas mais. Ledo engano amigo, se assim fosse a população do planeta não passava dos seis bilhões; estou dando a dica os bilhões que não sonham apenas no que tem para comer amanhã, ou quando a vida de sacanagem depois de servir a mesa com a sobra do almoço requentado, sonha que está no último estágio da Torre Eiffel jantando um escargot á manteiga de Iaque, bebericando um Chambord Liqueur Roial 50Cl y Cremas, acorda e nem pode contar o sonho direito pois não lembra o nome do vinho. Está cheio, então aproveita e sonha os sonhos menos sonhados, mesmo que sejam os mais difíceis, porém se acontecer  você já não precisará mais sonhar; e afinal, sonhar não custa nada. Outra pergunta que com certeza você deve está se fazendo: Este cara deve ter tanto dinheiro que nem deus puxando com rodo consegue acabar; mais um ledo engano, mas sou bilionário em saber sonhar. Se for para sonhar com merreca eu prefiro um pesadelo que na verdade é a mesma coisa. Eu dei a dica, o resto é com você. Como qual você? Você que acabou de ler isto e está sonhando com uma semana tranquila no trabalho e que não falte grana para pagar a DSL no findu.

domingo, 24 de maio de 2015



A Depressão não é privilégio, pode atingir todos NOZES. Cuidado com os amigos, mesmo aqueles que um dia te levaram a  assistir “ O quebra nozes”!
J. Norinaldo.  

Quando eu mais precisei de um amigo, quando mais precisei de um abraço, de uma palavra de conforto que não precisava ser se amor, apenas algumas palavras, procurei quem acredite ser a fonte de onde eu poderia colher o que precisava e voltar mais aliviado de uma dor que não sabia de onde viera, apenas acordara certo dia numa tristeza imensa, buscara por todos os meios descobrir  sua origem em vão. Bati as sua porta e sem sequer me cumprimentar você me disse: Olha! Hoje eu estou muito feliz para te receber sabendo no baixo astral em que andas, volta outro dia, pensei ser uma brincadeira e até ensaiei um triste sorriso. Não era, você fechou a porta e mesmo eu sabendo que nada havia escrito em suas costas, consegui ler em letras garrafais; não! Não, volte mais, Eu não voltei, segui na verdade sem saber para onde, de repente me vi fora da cidade em uma estrada de chão cercada por uma mata verde, muito solitária. Parei o carro nem sei se numa sobra e não me contive comecei a chorar, coisa comum nos últimos dias; eu não falara nem para minha mulher, é claro que ela já havia notado minha tristeza, pretendia contar com aquele amigo na certeza de que me apontaria ou tentaria como bom amigo me apontar uma saída, uma solução. Estava chorando em prantos, com a cabeça sobre o volante, quando senti algo me tocar, levei um temendo susto e vi uma menina linda, não sei se a vi tão linda por causa do momento ou ela era realmente linda.; deveria ter 15 anos. Por que está chorando me perguntou com voz doce? Eu não sei se envergonhado ou com ódio daquela interrupção respondi talvez com certa aspereza: você está enganada,, não estou chorando, foi um cisco que caiu no meu olho e agora não para de escorrer água. Ela sorriu e disse com meiguice; foi um cisco ou uma tempestade de areia? Olhei séria para aquela menina que surgira do nada, e pude ver algo que achei estranho, aliás, tudo ultimamente para mim era estranho, ela trazia numa das mãos uma cestinha repleta de nozes. Nunca ouvira falar que existisse nozes  onde moro; meu coração disparou, era a loucura que nunca temi, ou sempre disse não temer, porque a loucura desmoraliza tudo, até a morte. Pelo jeito no meu caso nem tudo, pois a tristeza aumentava a cada respirar. Onde consegui nozes por aqui pergunte? Ela então demonstrando uma serenidade incomum as meninas da sua idade respondeu: essa não é a reposta para minha pergunta. As nozes existem em abundancia e disse o lugar que já não me lembro. Perguntei-lhe quantos anos tinha, sem antes dizer de maneira hilária não nesse o momento que não se pergunta a idade de uma mulher sem correr o risco de ouvir uma mentira, respondeu: 17 anos. Eu então lhe falei que não ficava bem estarmos sozinhos naquela estrada solitária somente os dois e que ela prosseguisse seu caminho que eu faria o mesmo. Ela então mais uma vez insistiu. Vou sim, até porque se quiser arranca com o carro e vai embora, respondi todas as suas perguntas até a que não devia e continua me negando uma única que lhe fiz, e vai para onde, sabe para onde vai esta estrada? Não! Respondi. Sua pergunta eu não respondi por maldade ou falta de respeito ou educação, eu não sei . Esta garota olhou para mim e disse, está com depressão, a doença do século precisa procurar ajuda.  Te juro que farei isto, quer uma carona até em casa? Não! Não quero, porque se continuarmos este papo eu não sei como ajuda-lo. Lembrei-me das letras enormes escritas nas costas do meu amigo que dançavam diante dos meus olhos: não volta mais! Ouvi como gritos que me doíam pareciam querer romper meus tímpanos: Estou muito feliz hoje para aturar teu baixo astral, isto pode me contaminar. A partir dai, passei ver com outros olhos e a ler com outros olhos as palavras: Amigo e Não volta Mais.  Uma menina que nem sei quem é, tenho tentado encontra-la, aliás uma vez a vi passar num ônibus, mas eu estava a pé, olhei para todo lado em busca de alguém que me conduzisse até o próximo ponto, não consegui. Aquela menina me ouviu; não sei se me deixou mais alegre ou mais triste, pois notava compaixão em seu olhar, mas me ouviu até sem eu pedir. Não estou feliz agora, mas tenho uma certeza: Diminuiu e muito a relação daqueles aquém um dia chamei de amigo. A noite em vez de sonhar com a bela moça, que na verdade nem sei se realmente era bela, nessa beleza  a que tanto damos valor; sonhei como Los Angeles, lugar que tenho um sonho em conhecer, depois de New York, eu passava num carro conversível preto e ao invés das enormes letras que formam a Palavra HOLLIWOOD eu via; não volta mais, e dançavam felizes talvez como estava aquele a quem pensei ser amigo. Será que ele estava tão errado? Todo Natal que para mim sempre foi uma festa triste, agora tem mais um ingrediente a reforçar essa tristeza: nozes. Por que não ficar alegre então? Talvez porque não saiba mais.

segunda-feira, 4 de maio de 2015




Uma história de beleza muito triste.
J. Norinaldo



Faz uns 40 anos, eu era solteiro e morava num quarto onde moravam outros fuzileiros, ao lado morava uma mulher muito bonita, mas dessas bonitas que dificilmente passam despercebidas e não geram comentários. Um sábado pela manhã coloquei uma cadeira na porta do quarto para tomar sol, quando que dava para a porta dos fundos da sua casa, quando de repente ela sai vestindo chambre de azul belíssimo com um belo dragão pintado as costas, um toalha na cabeça, sentou-se de frente para mim, uma distancia de 20 metros talvez, levantou a perna, e que perna, colocando-a sobre um banquinho e baixou a cabeça para lixar as unhas dos pés é claro. A visão do paraíso. Fiquei sem saber o que fazer, sair dali poderia pegar muito, pensei nisto, mas desisti. Resisti até o fim, tendo momentos que ao trocar de pernas no banquinho mostrava a peça mínima, que mesmo não sendo tão mínima como hoje, não haveria necessidade. Não sabia seu nome, nunca me interessei, até por que tinha certeza que era muita areia para o meu caminhãozinho, que além de ser apenas cabo fuzileiro, nunca bati bem de feições. Um dia 31 de dezembro, por volta de 22;h00, resolvi sair sozinho para tomar uns tragos e encontrar alguns amigos, não tinha namorada só amigas; antes tomei uma bela talagada de uma que sempre tinha no quarto. Não andei 100 metros e senti que um pneu havia furado, desci e fui pegar o estepe e para minha sorte este estava vazio. Voltei, sentei-me no banco e encostei a cabeça no volante do fusca sem atina com o que fazer, com a paciência que tenho e conheço bem tentando me controlar para não atear fogo num carro novo. De repente sinto uma mão em minha cabeça e uma voz doce como mel: O que  houve? Está sem estepe? Levantei a cabeça e pensei: que merda, tive um enfarto e morri logo hoje, nunca pensei que fosse assim! Ela insistiu, vamos lá a minha casa que telefono para um taxi e ele vem buscar o pneu leva numa borracharia e traz rapidinho, vamos lá. Desci ainda  aturdido talvez pela morte repentina e segui aquela coisa que não será uma mulher, quase 1,80, busto farto, cintura ei fina, e as pernas... Não vou dizer com era decorada sua sala pois seria o mesmo que dizer de quem estou falando, para encurtar o papo, o taxi veio, levou os pneus, ela mesma pagou, e ai me convidou para dar umas voltas. Ai foi a vez de o morto ressuscitar e lembrar que tinha apenas 62 cruzeiros novos naquela época, sei que não dava para nada; abri o jogo e ela rindo disse: Não te preocupa com isto.  Estivemos num Barzinho famoso na praça, tomamos alguns Whisky, fomos a duas boates, ela não gostou do ambiente, e me convidou para ir a sua casa. Eu estava adora a morte.  No outro dia de madrugada, atravessei uma cerca e voltei ao meu muquifo. Saímos mais algumas vezes um um dia eu já era casado, estava na Casa di Itália com a minha mulher, quando esta me cutucou e disse: olha a beleza dessa morena! Meu coração quase saiu pela boca, minha mulher notou porque perguntou se eu estava bem, eu disse que sim e sai para fumar. A rainha estava acompanhada de um senhor de meia idade muito elegante. Muito anos depois, voltei a cidade da princesa e uma amigo que era diretor da CEEE me convidou para dar uma volta, fazia bastante frio e fomos para num cabaré, naquele tempo havia isto, hoje as meninas fazem de graça. Lá conversa vai conversa vem, fui apresentado como engenheiro, e uma menina muito bonitinha, acho que tinha algo com esse tipo de profissional se encarnou em mim; tomávamos uma cerveja quando me veio a cabeça da deusa da frente do meu quarto. Perguntei a dona da casa que já tinha bastante idade, faleceu faz pouco tempo pela minha deusa e ela me perguntou duas ou três vezes se ela aquela que morava em tal lugar que era amante do fulano, isto eu não sabia, mas lugar eu tinha certeza. Então veio a bomba que quase me matou realmente deste vez. Ela anda para cima e para baixo por tal lugar, quase sempre urinada e as vezes até defecada, sempre com uma garrafa de pinga; tem um corte  no rosto da testa até o queixo que nunca sarou, está sempre purgando. Aconselho-o a não querer vê-la, aliás, faz um bom tempo que não a vejo, se não a internaram já morreu. Ainda tentei mais uma vez descrever tudo que sabia para ver se havia engano. Nada. Tudo batia direitinho, era ela. Bem podia ser, mas eu não consegui acreditar, convidei meu amigo para voltarmos, não consegui dormir aquela noite, e em muito demorei a conciliar o sono pensando no que representamos neste mundo. Não procurei mais saber nada a respeito dessa mulher  mas aprendi uma grande e triste lição: A vida nos dá a direção, o caminho quem faz somos nós.

sábado, 4 de abril de 2015







Recordar é viver ou Sofrer?
J. Norinaldo.


Para quem gosta de escrever, o que não significa escrever bem, mas gosta e com as facilidades de hoje então. Sento em frente a minha mesa e uma folha de papel roda rasurada se encontra em frente a uma caixa de som cuja luz ilumina e destaca dois nomes: Teoodore Roosevelt e Dustim Hoffman. Olhei e pensei o que Theodore Roosevelt estava fazendo ali esquecido num canto da minha mesa, tentei lembrar-me de algo que escrevi sobre ele, nada, pensei que foi ele que disse que o símbolo dos Estados Unidos teria que ser um Urso e não uma Águia, nem sei se realmente foi ele que disse isto, mas como não falou comigo, não sou obrigado a me lembrar; já o segundo, esse sim, me traz muitas recordações e até hoje quando ouço Mrs Robson sinto um ferroado no coração. Tinha 21 anos de idade quando assisti ao filme “A Primeira noite de um Homem”. 1968 eu cursava para cabo Fuzileiro Naval, assisti ao filme num grande cinema em Botafogo RS, além da música como citei até hoje me toca muito algo ocorreu que jamais esquecerei. Sai do cinema e entrei num grande bar que não recordo o Nemo, tinha um enorme balcão em curvas, muitos espelhos parecia coisa de cinema americano. Sentei-me num banquinho numa curva do balcão e pedi uma dose de conhaque, que também não lembro a marca tanto anos faz que não bebo. Lembro da fina taça, acompanhada de um guardanapo impecável, não muito ao meu costume; comecei a bebericar minha bebida pensando no enredo do filme. Não demorou muito, sentou não muito próximo uma belíssima moça, e como assim por encanto, olhou para mim e pensei que sairia correndo, ou pelo menos procuraria um lugar mais seguro, perguntou-me de repente: O que é isto que está bebendo? Quase me engasgo, mas respondi conhaque! Ela então. Chamou o garçom e apontando meu copo pediu a mesma coisa. Chegou mais para perto, e então pensei logo: uma prostituta, pelo menos muito bonita e muito bem vestida. E ai, pensando em que? Perguntou de chofre; falei-lhe que pensava sobre o filme que acabara de ver e  ela disse, bem, esse não vai ser um bom tema para conversarmos, isto é se estiver a fim de conversar comigo, pois pretendo assistir ao filme e odiaria se me contasse. Mudamos de assunto e pelo que abordou, tive quase certeza se realmente fosse uma prostituta seria de altíssimo luxo, o que não constava nas minhas cogitações. Olhei para todos os cantos e naquele bar enorme, apesar que caia uma fina garoa só nós dois, o garçom e alguém na cozinha bem distante; lembrei-me de uma antiga e desgastada piada, de que você deve sentar-se sempre na entrada de um bar, pois tem mulheres que saem de casa fulas da vida com o marido  ou parceiro e dizem: Vou dar para o primeiro que aparecer. Isto me frustrou um pouco, porque não havia escolha no momento. Só eu. Final de Papo ou para encurtar, tomamos mais duas doses de conhaque e ela me convidou para ir ao seu Apartamento ali perto na Rua Voluntários da Pátria. Eu não acreditava em nada, parecia que entrara na tela e agora fazia parte do filme com um enredo diferente, mas a trilha sonora era a mesma. Chama-se Cléia  a moça, usava um vestido azul brilhante de alças um penteado de atriz e cheguei até a pensar que chegara minha hora e por ser muito feio, Deus me mandara a morte disfarçada de mulher bonita e elegante. Tive uma noite fantástica, no outro dia fomos a praia, ainda bem que eu tinha dinheiro suficiente para alguns cocos gelados, mas o short ela me emprestou. Sai dali na segunda feira ainda escuro, para ir para o quartel, mais feliz que pinto no lixo já pensando no próximo encontro, como naquela época o telefone, não era como hoje, eu teria que ir pessoalmente o que para mim não era nenhum sacrifício. Meus colegas notaram a minha felicidade, perguntavam uma monte de coisas, mas eu tinha medo de contar e ou acordar ou alguém com olho  gordo estragar tudo. Tinha um acampamento marcado para aquela segunda feira, lá  na Barra da Tijuca, ainda zona rural; ficamos até a sexta feira acampados e pela primeira vez pensei em desertar da marinha para ir encontra a minha deusa. Não o Fiz, mas no sábado estava eu em frente ao prédio, não antes de ir a Impecável Maré Mansa uma loja que vendia a crédito ao pessoal de Marinha e adquirir uma linda veste, sapados novos, estava nos trinques. Cheguei ao sétimo andar, tremendo de emoção e não sei mais o que, apertei a campainha e ouvi passos lentos no tapete já conhecido, meu coração parecia que ia sair pela boca, ainda bem que por falta de um buquê de flores que a Impecável não vendia, eu vi a porta se abrir e uma senhora de cabelos tão brancos que pareciam ou eram azuis, me cumprimentou educadamente  e disse: Pois não! Eu não pirei, ora poderia ser a avó da moça que poderia ou ter saído ou está dormindo, ou tomando banho quem sabe pensei. Expliquei-lhe que conhecera uma moça, dei todos os detalhes, no final ela deu um sorriso maroto e eu gostei, ela então soltou a bomba, parece que escuto até hoje quando por acaso ouço Mrs. Robson; É minha neta, ela mora na Grécia e viajou para lá na quarta feira. Não a senhora deve está enganada ou eu me enganei de porta, ou de prédio, não pode ser. Sim, filho, disse ela, sempre foi brincalhona, deve ter lhe contado mais uma das suas histórias, ela é casada com um jovem engenheiro grego há 5 anos, deve voltar por aqui daqui a uns cinco anos novamente. Sai dali sem ver nada, entrei no primeiro boteco e ao invés de conhaque agora foi cachaça  mesmo, quando acordei, estava sentado no chão, em frente a uma Padaria cujo nome era Rio Lisboeta, quem morou no Leblon nessa época deve se lembrar, se é que ainda não existe. Voltei para o quartel, e todos notaram a minha infelicidade, fique sem sair por quase 40 dias. Outro dia ia saindo do Santander aqui em minha cidade e quase tenho outro infarto, vi alguém, que claro não era ela, mas nunca vi ninguém tão parecida, esta quase saiu correndo pela maneira que a olhei. Depois fiquei no carro rindo para não chorar.