quinta-feira, 7 de abril de 2016




O Pecado da Casa Grande.
J. Norinaldo.



O maior erro da Casa Grande foi acreditar que entregando o Bastão do Poder a alguém escolhido na Senzala, o teria de volta trazido pelo povo que ao entrega-lo retiraria novamente à camisa e os sapatos oferecendo o lombo à chibata por ter ousado sonhar com o poder; e a certeza de que jamais tentariam novamente. Não deu certo, aliás, deus certo até demais, além de provar do manjar destinados aos deuses, a Senzala fez o que a casa grande jamais imaginou que fizesse, sucesso; não só no Brasil mas tornou-se referencia para o mundo. E agora? Como recuperar o Bastão tão venerado? De qualquer forma, não importa o que o mundo pense e diga, nos interessa é o que por direito nos pertenceu por 500 anos, é nosso, não abriremos mão dele por nada, sequer pela vida. Temos o ouro que ainda manda, apesar de que um Chip inventado por alguém que descende da senzala e que pesa 20g vale muito mais que uma arrouba desse mesmo metal; mesmo que tenham hoje através do símbolo dessa mesma arrouba esquecida e hoje mais usada que dinheiro por culpa de um descuido da Casa Grande; possam se comunicar sem uma censura prévia como a que existiu no Brasil até 1821. O pecado da Casa Grande foi acreditar que seu tamanho intimidaria a vida inteira, e que a oratória rebuscada, mesmo não entendida continuaria encantando os da senzala e que a liberdade de tocar seus atabaques, longe dos ouvidos dos senhores faria com que continuassem os considerando deuses. Deixaram a Senzala provar o sabor da iguaria mais sonhada do planeta: O Poder e puderam dar aos seus pares algo antes proibido, o calçado, o avião, a Europa e Estados Unidos; Orlando, Miami New York e Los Angeles, Londres Dubai e Paris; o pobre soube o que é ser feliz mesmo não revelando o segredo, do medo de sair da estrada para as nuvens. E agora José? Como convencer a voltar a Rodoviária quem conheceu o conforto do ar condicionado do aeroporto, como fazer voltar para trás do balcão, quem conheceu o Campus de uma Universidade; como explicar ao meu filho, que aquele que o carregava nas costas como um camelo, agora é doutor e usou exatamente este tema para defender sua Tese? Em Tese, o que fazer; qualquer coisa, entrar em transe, girar feito  feito um brinquedo  muito usado por meninos da Senzala, ultrapassar todas as fronteiras do ridículo, não importa, o que a Casa Grande quer mesmo é ser Grande novamente; afinal 500 anos não são 500 dias; caso não se consiga tal intento, dinheiro temos para construirmos naves que humilhem novamente a senzala que fugiu da Rodoviária, só não poderão humilhar aeroportos construindo Aeronaves, pois ai não seriam apenas ridículos, mas hilários. Pelos erros, peço perdão e explico, faz pouco que sai da Senzala...

quinta-feira, 17 de março de 2016


Lavagem Cerebral. comigo não Juvenal.
J. Norinaldo


Fiquei boquiaberto ao ver na história que muitos escravos libertos em países para onde foram levados, de volta a África tornaram-se escravagistas. Pode? Sim, pode, segundo algum analista e psicólogo é inerente de alguns seres humanos fazerem com outros aquilo que lhes foi feito ou era só o que sabiam fazer. Existe uma piada mais ou menos assim: Um homem encontra um cara andando com certo gingado diferente e se invoca com isto, pergunta-lhe por que razão anda desta maneira? O outro responde: fui marinheiro por 35 anos, portanto aprendi andar assim com o balanço das ondas. Ah! Bom, responde o outro;, interessante que conheço um cidadão pai de 28 filhos e não anda assim, e fez o gesto característico que conhecemos. Queria ganhar na loteria as vezes que vejo qualquer postagem agressiva contra o PT, partido do qual não faço parte, mas dependendo do grau de agressividade e do linguajar, voltar para conferir o perfil e descobrir como já imaginava de quem se trata. E cada vez mais me orgulho de mim mesmo, pois bem que tentaram lavar também o meu cérebro; quantas vezes ouvi: Aqui só pensa de capitão para cima; concordava por dentro morrendo de ri. Hoje vejo aqui, não capitães, ou capitães em último grau que não fazem outra coisa a não ser Ctrl C + Ctrl V. Pensavam e escreviam bem; naquele tempo não havia ainda o GOOGLE que tornou muito analfa em intelectual; mas já existiam os padrões: Do: Ao: Info: solicito informar data blá blá e blá, blá blá. No final: Sem mais, reitero meus votos de elevada estima e consideração. Isto para os que pensavam esperar o que daqueles para quem era dito: Procure enxergar apenas abaixo da pala do seu gorro! Para mim muito foi dito. Bem, tive sorte de nunca acreditar. Existiu um Clipe ou um Jornal montado com artigos dos maiores jornais dos Pais e de ZH foram tirados dois artigos. Um era meu, não sei se ainda continua na NET. E por incrível que possa parecer tratava de um assunto que durante muitos anos nunca pude sequer tocar na caserna: “Tortura”, Lembro que criticava o atual Ministro da justiça, na época Thomaz Bastos que dizia em uma entrevista:” A tortura diminuiu e muito no Brasil atual”. No meu rebatia dizendo que era vergonhoso falar em diminuição, o que queríamos era o fim da mesma  e para sempre. Caso não esteja mais na Net, ZH deve ter em seus arquivos. Quem diria! Criticar um Ministro, quando anteriormente alguém com uma divisa a mais que eu dizia algo e pensava em retrucar, outra coisa que ouvi muito: “Vai Ponderar? Tristes tempos, velhos dias...

terça-feira, 8 de março de 2016



Use como quiser o seu direito ou liberdade, não esqueça, no entanto que ela termina ao começar minha.
J. Norinaldo.


Eu vivi 31 nos no corpo de fuzileiros Navais, Durante este período que não é curto, como tenho uma memória de elefante posso dizer com certeza que por Quatro vezes tive a honra de ouvir a voz de Suas Excelências  Quatros almirantes dirigidas diretamente a mim. A primeira vez servia no Batalhão Riachuelo em 1967, e houve uma mostra de pessoal em uma segunda feira em que cheguei atrasado e não pude escapar e formei em frente à lavandeira com o uniforme que tinha para o dia e não era lá essas coisas, somente um gorro de pala fabricado por um cabo que alguém que ali serviu naquela época vai saber quem é, que realmente era o que se chamava na Marinha de impecável, eu tinha um desses. Quando sua Excelência parou a minha perguntou em voz alta: Seu nome completo e número fixo! Eu também gritando lhe respondi o exigido, ele então disse: Suspende o gorro! Obedeci e ele gritou ao oficial que o seguia com uma prancheta e papel: “Anota o resto”!
 Segunda vez houve um problema confuso em que fui acusado de ter negligenciado meu trabalho como comunicador e tive que me explicar com outro almirante, desta vez me dei muito bem. Terceira vez: Eu trabalhava no mesmo andar que dois almirantes tinham seus gabinetes e seus camarotes, e um deles corria todas as manhãs, e eu saia da minha secção para fumar de dez em dez minutos num canto onde havia um grande cinzeiro feito por um cartucho de projetil de canhão, e um belo dia ele disse em voz alta: Não pode ser coincidência sempre que venha da minha corrida encontrar aqui este sargento fumando; isto causou um tremendo reboliço, não fui preso, mas admoestado veementemente, o tal cinzeiro sumiu do local, não só ele, mas todos da área e eu fui aconselhado a ir fumar no inferno, preferi a lixeira onde o Almirante não passaria nem perto com certeza. A quarta e última, eu saia do antigo Primeiro Distrito RJ e bem na hora tocou o Cerimonial de arriar da Bandeira Nacional, e como militar, mesmo em trajes civis, fiquei na posição de sentido em respeito a um dos nossos maiores símbolos diante do qual jurei defender meu país com o sacrifício da própria vida, quando ao meu lado um senhor de certa idade, também ficou na mesma posição de respeito. Terminado o cerimonial e para minha surpresa, fui reconhecido por um Almirante da Armada que comandara o Sexto distrito Naval e por algumas vezes fui seu rádio operador, e este me perguntou como ficara os prédios que ele iniciara construir na pequena Ladário MS,  aliás o primeiros edifícios da cidade e foi a segunda conversa  que posso chamar de amistosa, uma porque enquanto todos me acusavam de algo que eu não fizera, eu tinha uma Xerox da verdadeira ordem recebida.
Portanto durante 31 anos fardado, não somente um Almirante foi para mim como uma estrela, não aquela que carrega nos ombros, mas uma que faz parte de alguma galáxia, a distancia seria a mesma, mas qualquer outro oficial, pois cheguei a ser chamado de amigo por alguns, um deles a quem considero muito até hoje certa vez me disse: ”Ai daquele que retribuir a amizade que lhe dedico com intimidade”. Será que existe isto? Amizade sem liberdade?

Bem tudo isto para dizer que depois dos meus 31 anos jurados e cumpridos, agora na minha casa, humilde, mas minha, onde sou o comandante ou imediato, pode ser que a patroa venha a ler isto e vou ter que dar explicações, vou querer voluntariamente a visita de Almirantes da reserva que já não são estrelas tão distantes, justamente porque enquanto brilharam na caserna esqueceram que um dia o barco atracaria em algum porto, alguém lhe bateria no ombro e a banda tocaria para ele a Marcha Batida Corina pela última vez? Não! Não mesmo, posso ser antipático ou diferente, mas quero manter a mesma distancia de antes, de preferencia em anos luz; não censuro quem vive lhes mostrando as próteses, não é da minha conta, mas também não aceito que tentem me convencer do contrário. Faria parte de alguma associação de Veteranos onde constam em seu rol estas autoridades, caso frequentasse também o Clube Naval.

segunda-feira, 7 de março de 2016




Valeu a Pena pelo menos sonhar.
J. Norinaldo



Os sonhos devem nos servir de alerta e de ensinamento principalmente aqueles que conseguimos entender ou decifrar. Hoje tive mais um dos que com certeza foram uma aula para a vida que bem que gostaria de telo sonhado 50 anos atrás. Outro dia vendo fortunas monumentais, entre elas vi a do magnata da máquina de costura claro que no auge do sucesso, Senhor “Singer”, quem mandou construir um castelo em uma ilha se não me falha a memória no estado de New York US. E assim que ficou pronto seu monumental investimento para seu orgulho e conforto ele faleceu. E me perguntei: valeu a pena? Não sei! Hoje tive mais um dos meus sonhos lindos, conhecera uma família e nela dois amigos, um casal na verdade, dois belos jovens que me convidaram a conhecer as propriedades da família,  e nunca tinha visto nada tão belo, tudo era belo, verde e viçoso, lembro de uma plantação de melancia que só deve existir nesse neste meu sonho, as frutas davam em cachos como uvas, eram enormes e de um colorido especial, tínhamos que pisar por  cima delas por falta de espaço. A plantação se perdia de vista. Lembro-me de visto muito longe árvores muito altas e frondosas diferentes de tudo que já vira até então, tentava me aproximar para fotografar pensando numa capa de um livro futuro, mas não conseguia, pois entre a distancia entre elas ia encontrando sempre algo mais belo. Elogiava tanta beleza nunca vista antes, tanta grandeza e tanta fartura, sem no entanto sentir inveja ou qualquer outro sentimento que não fosse deslumbramento, quando apareceu um senhor já de certa idade que era o pai dos meus amigos, me convidando para conhecer alguma construções da sua propriedade, e mais um vez o deslumbramento tomava conta do meu já deslumbrante sonho. De repente, ele começou a me contar com certa melancolia o seguinte: Isto aqui já foi muito maior e mais belo, pensei comigo; impossível, maior poderia até ter sido. Mas, prosseguiu ele, em um fatídico ano, a colheita de tudo foi a mais farta, meu pai vendeu tudo e recebeu um pomposo cheque, na viagem de volta quando iria depositá-lo no maior banco do nosso país, seu carro tombou e se incendiou, e o cheque foi junto, mas o recibo assinado ficou com quem o pagou; tentaram ainda reaver o dinheiro, mas nada conseguiram então grande parte da propriedade teve que ser vendida para pagar o financiamento do banco. Fiquei admirado com a tristeza daquele home que tinha tanto como eu nunca vira ou sonhara que existisse. Porém ele lamentava mais por que tudo vinha pertencendo a sua família a séculos. Acordei, olhei a minha volta, vi um santo de argila e uma cruz de madeira com um Homem nela crucificado acima da minha cama, um pequeno rádio, um condicionador de ar comum e mais um ventilador, um guarda roupas comum e que guarda roupas comuns e minha mulher me acordando para tomar remédios e o café da manhã. Passei por uma mesa muito bonita que comprei e só uso em ocasiões especiais, isto é quando recebo visitas, sobre ela vi um envelope com exames feitos recentemente onde tudo está sob controle, nem sei se é assim, pois estou com o Colesterol, com valor de 110,8 Triglicerídeos com 103, 9 e o restante dentro dos valores normais. Tomei meus remédio, fiz meu desjejum com um pão dormido e uma pequena fatia de queijo e uma xícara de café com leite e ao invés de voltar para a cama aproveitado o fresquinho depois de um calor terrível resolvi escrever o meu sonho, talvez para que eu mesmo lia. E me perguntei o que é valer a pena. Chegando a brilhante conclusão em minha opinião que o orgulho é o colesterol da alma e a soberba o Triglicerídeo da vida; quiçá o que significa valer a pena, ou seja, tendo por final a vida, vale a pena viver? Construir um castelo com torres com 100 metros de altura, para quando pronto e morar para sempre num cubículo quiçá com dois ou três metros de comprimento, com no máximo cinco de altura?

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016




Se o Dono do Walmart foi pouco lido, que esperar para meu Texto?
J. Norinaldo.


Rodou por aqui algo muito importante atribuído ao proprietário do maior ou um dos maiores supermercados do mundo o   Walmart que dizia o seguinte: “Só existe alguém com poder de acabar com o seu emprego e com meu estabelecimento, o cliente se pegar o seu dinheiro e for comprar noutro lugar”. Ele estava certíssimo, o cliente tem muito poder quando quer. O que o dono do Walmart quis dizer com isto? Que puxar o saco dele não era tão importante como agradar o cliente. Como era um assunto meio complexo e longo, acredito que foi pouco lido, não tenho muitas esperanças com o meu; imagine se o dono do Walmart teve poucos leitores, talvez nem mesmo eu leia o meu para corrigir alguns erros. Agora, por aqui vejo todos os dias alguém escrever ferozmente contra a Rede Globo de Televisão, assuntos como: Fizemos uma enorme manifestação a favor disto ou daquilo, cadê que apareceu nada no JB ou em qualquer outro programa da Globo? A rede Globo não pertence a inocentes, eles tomam conhecimento disto porque sabem que estão tendo audiência mesmo de quem é contra eles, e é isto que querem, não querem saber se quem está ligado ama ou odeia a Rede Globo; o importante é mostrar aos patrocinadores audiência. Completo 4 anos sem ela, escrevi uma crônica na época em que comprei a primeira antena em que falava do momento em que a moça que me vendia a tal antena disse: “Ela não Pega a Globo sabia?” E que dei um grito propositalmente que chamou a atenção de toda loja: “JURA!” Pois é cumpro meu juramento, sei que sou um grão de arei no Saara, mas pouco importa, para eu importa minha força de vontade e minha hombridade ou sinceridade de não ficar aqui defecando pela boca impropérios contra a Rede Globo ou qualquer outra Rede e chegar em casa me atirar no sofá  e ligar a TV sem precisar procurar por canal por já saber onde é vitalício. Nada tenho contra quem assiste a Rede Globo ou a Rede que quiser assistir, afinal é um direito seu; me reservo o direito de protestar aqui porque leio quase tudo que parece importante, e alertar a certas pessoas, que meus olhos não são penicos, e que as portas de banheiros de botecos andam muito limpinhas depois da criação de Redes sociais; e olha a diferença na pronúncia: Portas de privadas de botecos para: Redes Sociais. Aja como ser pensante, ninguém tem nada com sua vida, você é livre para assistir o que quiser; mas não assine aqui um Certificado de Asno gritando: "Fora Rede Globo" ! Simplesmente porque a mesma não exibiu seu fiasco ou ou o seu protesto justo. ao dizer que não apareceu nada lá, todos aqui ficarão sabendo que foi conferir e vai sempre; inclusive a Rede Globo que ai sim não exibirá mesmo, porque sabe que pode contar com sua propaganda gratuita e burra.


segunda-feira, 30 de novembro de 2015






A Graça ou a Desgraça da Vida.
J. Norinaldo.



A vida é realmente engraçada, ou de graça não tem nada finalmente,. Outro dia encontrei  com alguém que há muito não via e para numa sombra pra uma conversa longa salpicada de saudades e nostalgia, quando de repente me veio a cabeça certo alguém; uma moça muito bonita e muito cortejada naquela época e por ela perguntei:  e fulana o que é feito dela/ A resposta realmente me surpreendeu e muito: Minha amiga disse: Olha amiga, a fulana vive sozinha na casa onde sempre viveu com os pais que já se foram; já não sai e dizem as más línguas que nem banho toma mais ; linda que era não? Escolheu, escolheu, esnobou muitos pretendentes e hoje se encontra nesta situação; uma vez por mês vai uma parente também já velha e pega as contas que tem para pagar, faz uma compras para ela e o resto não sei te contar. Não prolonguei muito a conversa no momento, mas depois que sai dali pensei o quanto aquela bela moça que quando ia ao Rio, pois a praia era de rio, chamava a atenção de todos pela beleza, elegância e a plástica quase perfeita, digo quase por não conhecer a perfeição.  Por orgulho ou soberba ou por maus conselhos só por ela ouvido dos espelhos, não só fez da vida apenas um desfile de beleza, enquanto esta beleza durou, não fez como uma rosa que mesmo com sua efemeridade traz um pouco ou eterniza um momento de felicidade. E quem sabe não somente a si sentenciou a vida ou a falta dela em que hoje também se encontra, mas a outra pessoa que deixou de ser e faze-la feliz; que quiçá até fosse aceito, mas por medo de não ter como fazer feliz uma deusa não se arriscou e preferiu a distancia. E agora? Será que vez por outra pega as velhas caixas de sapatos, de finos saltos com os quais desfilava destilando sua beleza que na verdade serviu apenas para lhe massagear o ego? E o que pensa, ou já não pensa, ou simplesmente pensa, mas evita de fazê-lo? A quem poderia de servir de exemplo já foi ou não feliz, ou é e apenas pode contar sua triste história a alguém mais jovem para que não venha a servir no final da vida do exemplo de vida a não ser vivida; mas estes não ouvem os mais velhos porque não têm tempo, além das mensagens no Celular, encontros e desfiles lhes tomam o tempo e a vida; e até porque agora é bem mais difícil disto acontecer; naquela época para não ficar sozinha era preciso casar, agora basta ficar e se não dá certo trocar... Até que não se encontra mais ninguém disposto ao Brique e o brinquedo findou, pois como a rosa murchou e troca, troca acabou, e se ainda tem a felicidade de herdar a velha casa onde o espelho o tempo todo enganou bem, se não tem... Resta a rua e a solidão; quando maior tristeza é justamente no momento em que muitos voltam para o lar, para suas famílias;  mesmo que para poucos este talvez seja o pior momento, mas para bem poucos. Teria graça ou não esta vida; ou a vida nada tem com nossas escolhas? Nossas desgraças?

terça-feira, 3 de novembro de 2015





Onde Estará a Diferença?
J. Norinaldo.



Onde estará à diferença, ou que diferença fará, será que quem ali está fará esta distinção ou é a ideia do ter e não do ser que já que não levamos nada gostamos de mostrar que tivemos, amor, dedicação, pode ser uma maneira de reverenciar aquele que já não esta mais conosco, mas também sabemos que ali não está. E onde está isto talvez nem quando cheguemos ficaremos sabendo, sem ofender a ninguém ou a alguma crença que dá a certeza de tal destino. Encontrei este anjinho de plástico encostado num velho túmulo há muito abandonado, parecia triste com o rosto encostado no tijolo e o  seu musgo, muito próximo outro túmulo suntuoso e com um enorme e belo anjo de mármore.  Muitas flores, sinal de dedicação da família, amor e muita saudade, não quero aqui julgar o que não sei , pois nada mais seria que preconceito; mas para dizer a verdade, me chamou muito mais atenção o pequeno anjo sujo encostado na velha parede, que eu pode representar alguma coisa, para quem ali foi enterrado quiçá absolutamente nada.  Com certeza aquele anjo belo e suntuoso, de asas enorme não faz nenhuma chacota daquele pequenino enfeite que uma criança inocente poderia muito bem pegar e levar como um brinquedo, caso seus pais não tomassem conhecimento de onde foi encontrado. Ai sim teria que lavar as mãozinhas com álcool e prometer nunca mais fazer isto até que um dia este sobre si mesmo um belo anjo de mármore ou um simples brinquedinho, que pareça triste de costas encostado numa velha parede de tijolos já negros pelo passar do tempo. Outro dia vi um filho que acabou de enterrar o pai dizer ao voltar do cemitério, para dizer a verdade estou triste, mas também feliz, não sabia que meu pai tinha tantos amigos, viram o tamanho do cortejo? Minha vontade foi chorar por ele; mas como também sou humano e egoísta, chorei por mim mesmo.