segunda-feira, 10 de outubro de 2016




De-me Mais uma Chance, Por Favor!
J. Norinaldo.



Uma das músicas que mais gosto é Let Me Tray Again ( Dexa-me Tentar outra Vez) Frank Sinatra. Quando ouvi o cantor declamando essa obra prima com a mais bela voz que ouvi até hoje e tenho minhas dúvidas  se ouvirei algo igual durante o resto do caminho, no Maracanã, onde eu e mais 1.4999 mil pessoas nos aglomeramos para com nosso silêncio tão pesado que se um mosquito voasse próximo todos ouviríamos; pensei que não precisaria ouvir mais ninguém, empolgação do momento. Mas, não me passou despercebido no momento apesar de toda emoção de que aquele apelo, tinha um sentido bem profundo, como se algum semideus se rebaixasse a pedir outra chance, mesmo sabendo remotas ou impossível sua admissibilidade. Na hora, realmente lhe foi negado tal chance e não sei o que pretendia com tão maneira de pedir; tenho certeza que muitos ali assim como eu a única chance que queríamos naquele momento, era que aquela canção ou aquele apelo não terminasse nunca. Desde então, tenho visto e me lembrado daquele momento sempre que vejo alguém que teve uma vida inteira para fazer algo tão fácil e não fez, quando já é totalmente impossível pedir uma nova chance. Ora, quem ouviu Let Me Tray Again, como eu ouvi e de quem ouvi da maneira que ouvi e lhe foi negado, como podem ousar simples mortais pedir, simplesmente pedir e alcançar êxito em tal pedido. Eu sei que não sou nenhum exemplo a ser seguido e que fiz tudo que deveria fazer por quem deveria, mas  não querendo me redimir de culpas as quais reconheço, tenho que admitir que não tive todas as chances; quiçá me tenham sido dadas, porém como quase todos os jovens, pensei que a juventude e a vitalidade nela existente durariam uma eternidade e que nessa eternidade eu escolheria o momento certo para fazer o que tinha que ser feito. Não fiz, quem sabe acreditando que me seria concedido o que foi negado a Sinatra por ter menos pecado que ele, mais um pecado mortal que não me cabe julgar. Se você pode dar Amor, carinho, Afeto ou simplesmente dar Atenção a alguém, faça-o agora enquanto pode, depois poderá ser tarde demais e o Pedido de Let Me Tray Again  Is Free, Bat...O deferimento de tal apelo independe de quem pede e sim de Quem julga; você pode não saber ou ter a certeza do resultado, mas Quem Julga você só não conhece se não quis, também independe do nome que lhe deram, é sempre Será um Só.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016




O Encantamento que se Foi Quiçá num Carro de Boi.
J. Norinaldo.



Pare por um momento, feche os olhos e imagine uma Vila encantada, cheia de belezas simples como meninos descalços brincando alegremente na praça por desconhecerem os dissabores da vida, ou até viver alguns, mas que a alegria contagiante da brincadeira inocente os fazia esquecer tudo; assim como num conto de fadas ou nas histórias contadas pelos mais velhos, com castelos e princesas, como se o mundo se resumisse aquela Vila, aquela Praça; e de repente todos param, pois de algum lugar vinha uma voz também encantada, que dizia coisas que ninguém entendia, mas sentia a emoção e a beleza de uma canção. Da Farmácia no centro da Rua na parte de baixo, entre luzes também encantadas, pois eram as primeiras luzes fosforescentes que eu e quiçá todos aqueles meninos descalços e felizes tinham visto. Aquela voz maravilhosa cantando Unforgettable, hoje eu sei que era, e até conheço a letra; quantos anos depois? 60 anos? Nat King Kole se foi, o menino descalço conseguiu sapatos e caminhou para bem longe da sua Vila encantada, que na verdade também mudou, na mente daquele menino, porém não mudou nada. Hoje, longe da Vila e da Praça, da graça de ter 9 anos, quando os desenganos são apenas fantasias; quando me apaixonava por uma menina e nem lembro se tinha seios porque só lhe via o rosto; e hoje o tempo malvado apagou sua imagem da minha mente. Trocaria todos os meus sapatos, as voltas que dei no mundo chegando no mesmo lugar para ouvir novamente, Nelson Gonçalves cantando daquela Farmácia, “ A Deusa do Asfalto” e tantas outras; quando balançando os pés descalços, parávamos qualquer brincadeira para ouvir aquele som que nos penetrava a inocente alma e nos levava a sonhar com o muito pouco que conhecíamos. A farmácia de Zé Aguiar era assim que chamávamos, na verdade o Sr. José Aguiar, filho de uma família tradicional daquela Vila encanta. Será que tudo aquilo me restou apenas à saudade, à dor de ter visitado na última vez que ai estive a maioria daqueles meninos descalços no cemitério da hoje cidade de Cachoeirinha? Quiçá a partir dali Do som que vinha como uma onda e penetrava nossos ouvidos único momento em que existia silêncio entre nós; tenha nascido em mim algo que se enraizou e que muito tem me feito sofrer, o bom gosto não só musical, mas um bom gosto em geral; será por isto que não aceito e teimo em ver Cachoeirinha como era? Seria um crime abominar o progresso que a transformou e que inclusive derrubou a Farmácia que curava as dores do corpo com as meizinhas modernas e as da alma belas melodias? 60 anos depois, depois de ter visto ao vivo Frank Sinatra cantando Let Me Try Again, uma das minhas prediletas melodias, eu ainda choro ao me lembrar dos sons que vinham da Farmácia de Zé Aguar? Dizem que antes da morte nos passa rapidamente um filme retratando tudo que vivemos; será muito triste se aquele rosto aparecer nesse filme, tanto tempo depois; mas na verdade também já não acredito mais nisto, porque até o cinema acabou. O Cinema do seu Eriberto, depois D. Maria, Maninho...O Metro, o Idelmar,  Alhambra, e tantos outros que conheci pela mundo. Escrevi este texto ouvindo Nelson Gonçalves,  Nat King Cole e Frank Sinatra e lembrando cada um daqueles meninos descalços, tanto os que visitei no Cemitério quanto aqueles que nunca mais tive notícias, a não ser em sonhos que me machucam a alma. Outro dia eu discutia com uma moça que colocava uns sacos de lixo no local onde ia estacionar o carro, quando alguém de dentro da loja gritou: O que está acontecendo ai? E a moça respondeu: É um velho que está criando caso porque estou colocando o lixo aqui! Tomei um tremendo susto. Não! Eu não sou velho, faz tão pouco tempo que eu brincava na Praça do comércio em Cachoeirinha; parece até que ainda ouço o som que sai da Farmácia de Zé Aguiar; ela só pode estar falando de4 outra pessoa. Não! Era de mim mesmo, a patroa saiu e me reconheceu me pediu desculpas pelo transtorno, mandou que a moça retirasse o lixo imediatamente e perguntou: você não sabe quem é este senhor? Mas não a repreendeu pelo velho; sai dali não ouvindo mais som nenhum, nem da minha própria voz, pois não lembro se disse algo.


segunda-feira, 29 de agosto de 2016




 Um Belo e Decorado discurso e Nada Mais!
J. Norinaldo.



Li uma bela crônica aqui mesmo, atribuída a um policial de grande cidade creio eu, num dialogo com um menino de 14 anos preso por porte ilegal de armas; e diz ao policial que guarde seus conselhos para os políticos que ele escolhe e que não deixa os menores trabalharem, pois antes de adentrar a vida do crime e das drogas trabalhou numa oficina e depois numa feira, mas teve que ser mandando embora para seu patrão não ser preso. Porque seus políticos criaram leis que não me deixam trabalhar, mas me protegem se eu roubar, traficar ou matar; Simples assim? Dar emprego a menores e acabou o crime protegido? Não acredito, até porque existem milhares e milhares que seriam empregadores; ou seja nasceram em berço de ouro e estão traficando e são usuários do próprio veneno. Será que não somos nós os culpados? Por escondermos muitas vezes as mazelas dos filhos com vergonha dos amigos e vizinhos, enquanto nos esmeramos em buscar as mazelas destes para que nada possam falar dos nossos filhos? Será que mesmo não podendo, estamos impedindo nossos filhos de pensarem lhes dando equipamento que na verdade seria de uma lasse diferente; e ai eles pensam que se podem ter um Iphone da  mesma marca e padrão do filho do patrão do seu pai, porque se vestir e agir diferente? Por que não assumir o velho e desgastado, mas nunca esquecido bordão: “Não quero que o meu filho passe pelo que eu passei”? Outro dia conversei com uma menina de 14 anos que faz programa segundo ela há 3 e tentei aconselha-la e ela me disse: Eu estudava cara, até ver minha irmã mais velha com duas faculdades trabalhando numa farmácia como vendedora, agora nem isto, fugiu para outro estado e é cobradora de ônibus. Minha mãe segundo eu soube, casou com 18 anos virgem, hoje o que tiver em  minha casa digno de ser roubado, quem o fizer tem 100 anos de perdão; deu pra entender Tio? Se o discurso é só esse, pode parar e olha bem para mim e vê onde vais encontrar algo assim, por apenas cinquentinha, o normal; com tudo não chega 150 pratas. E se for graças aos políticos tem mais é que agradecer a eles... Eu também dou meus conselhos, e tenho aprendido muito mais que recebendo.

sábado, 30 de julho de 2016






Confirmatio.
J. Norinaldo.


Sabe o que mais admiro nos Estados Unidos da América, ou uma das qualidades que mais admiro? A Liberdade de que seu povo e o mundo conheça através de filmes, que podem ser baseados em fatos reais ou não; Sejam premissas, inferência ou conclusões, certas ou erradas, mas que deixam que tomemos conhecimento. Cito o Filme que acabei assistir cujo título é "Confirmation"; recomendo para que vejamos que um filme deste tipo jamais será produzido ou permitido em nosso país, mostrando a sujeira nos bastidores de um dos mais importantes Órgãos daquela Nação. Não porque pretendo visitar em breve aquele País, mas posso dizer que tenho orgulho de gostar dele. Não confundam no entanto Os Estados Unidos, com seu Presidente ou seu Congresso. Assim como não julguem o povo brasileiro pelo seu congresso e seus governantes, julguem seus governantes que lutam laboriosamente para que seja um povo cada vez mais desinformado e menos culto e que sigamos como massa de manobra; ou tratados como Javalis domados, comprados ou corrompidos por quem sabe falar bonito, mas que não que que eu entenda o que disse... Apenas aplauda.

sábado, 23 de julho de 2016




Não seja uma Piada, conte Uma!
J. Norinaldo.



Existe uma piada antiga e não muito engraçada, mas que hoje se encaixa exatamente no modelo de muitos brasileiros que frequentam esta rede e não querem ficar por fora do assunto em pauta no momento, a política na atual conjuntura, ou no conjunto de fiascos, inferências e difamações, denuncias fundadas e infundadas, agressões, fundamentalismo sem fundamentos e radicalismo  de muitos que sequer conhecem semanticamente tais palavras. Não estou aqui tentando ser o tal, até porque de política entendo pouco ou nada; de políticos não diria o mesmo. Mas, vamos à piada: Uma filha retorna da Capital e volta com um linguajar quase incompreensível para a família e vizinhos, para orgulho de alguns e constrangimento de outros; em dado momento quando a moça já vai viajar de volta, e tendo deixado muitos presentes, já não necessitaria mais de tantas malas que trouxera, sua mãe escolhe uma e pergunta: Essa está boa filha? E ela responde: E se não couber tudo mãe? O pai, que ficara todo o tempo que durara a visita da filha de boca fechada, acreditou ser o momento de mostrar que não era tão tapado assim e gritou para que todos ouvissem: “Mas tem que couber!”. Pois é, não é parecido aqui com quem quer participar do momento político brasileiro sem digitar uma letra, eu disse uma letra, apenas usando CtrL V + CtrL C? Deve ser triste você antes de destilar seu veneno contra esse ou aquele político ou partido, primeiro percorrer durante tempo a primeira página do Facebbok, a procura de algo já postado; uma opinião alheia e requentada porque não tem condição de fazê-lo propriamente. Ah! E ainda correndo o risco de ser processado por difamação por tabela, ai a tristeza aumenta não? Mas eu apenas copiei e colei e para dizer a verdade, nem entendi direito. Responderá pelo mesmo crime; crime que deveria responder o país por não fornecer ensino, ou dos pais que não pensaram que filhos não pedem para vir ao mundo, e que deveria haver uma política de que só pudessem ter filhos quem tivesse comprovadamente condições de educa-lo; não fossem como irracionais que atingem certa idade, se separam e não existe mais nenhuma responsabilidade, da mãe, que é só amamentar e proteger os filhotes enquanto estes dela necessitam os machos, de muitas espécies, comprovadamente matam ou tentam matar os filhotes para que as fêmeas entrem mais rápido no cio. Já contei por aqui algo que aconteceu comigo: numa reunião cultural, havia um grande músico que executou algumas obras de grande gênios da música, em dado momento eu perguntei, para tirar uma dúvida que sempre ouvira falar, mas nunca procurei saber a pronúncia correta do autor, ou mesmo não conseguisse perguntei se realmente era muito difícil executar Rak Mani Nof, mais ou menos assim. Soou grosseiro para quem realmente sabia a pronuncia correta; e alguém falou bem alto: eu posso assegurar que executar e ai pronunciou a palavra correta, bem diferente “Rachmaninoff que soa Reykmaniof.” Olhou para mim e disse como querendo amenizar meu mico: Bem, o senhor não é obrigado a falar alemão! Bah! Ai senti-me no céu, apesar de que ele tinha toda razão, eu não sou obrigado a falar outra língua que não seja a minha língua mãe, mas ia, foi a minha vez de mostrar que apenas não sabia pronunciar a palavra correta, mas sabia de quem estava falando: E respondi no mesmo tom: Pouco me adiantaria no entanto falar alemão, já que o referido autor era russo! E na verdade, não sei para quem ficou mais feio.

quarta-feira, 6 de julho de 2016




Como será o Amanhã? Quando hoje Geração Ctrl+C, Ctrl+V: quando para tantos  copiar é uma necessidade quase vital ...


J. Norinaldo


O que será do mundo daqui para frente? Um menino criou algo que fez com que as pessoas viessem voluntariamente mostrarem o que são, e o pior na maioria das vezes nem parecidas com o que se esperava delas. Pessoas que não conseguem esconder a sua incapacidade diante daqueles que os julgava um gênio Caem aqui nesta Rede voluntariamente e se debatem não para escaparem como faria qualquer peixe pescado; mas a procura de algo para copiar e postar ao lado da sua foto, sem sequer acrescentar um comentário esclarecendo sua opinião a respeito. Alguém que não faz isto, mas também ou diz que este não é seu mundo, que isto é um mundinho para as maiorias, mas também não mostra qual é o seu mundo sem suas ideias. E fica difícil comungar com tais ideias já que encontramos aqui não somente ex-escritores de portas de banheiros de botecos. Já ouvi de tudo, não entro aqui para mostrar o que sei ou o que sou, acredito que isto é um passa tempo; aqui não é lugar para se desnudar a alma, para desabafo, mas sim para extravasarmos o estresse diário; claro, fazemos isto por falta de condições ou de conhecimento para ir a um Teatro; ora, mas se alguns foram sequer a um cinema? O certo, ou o certo de alguns como eu é que estamos nos arrependendo de termos trocado a conversa do bar ou do oitão pelo teclar; ali, pelo menos quem nos ouvia tinha alguma certeza que dizíamos o que pensávamos não o que vimos postados um pouco acima. Naquela época, as crianças brincavam a certa distancia não só para não atrapalharem, mas para não ouvirem as conversas dos mais velhos; hoje se não estiverem por perto os mais velhos não conversam, pois são justamente eles que entendem de Windows, Download, Apload, Programas e APPs. Travou? Chama o bebê. Pois é, como será o futuro? Vejam só, costumo escrever qualquer bobagem todos os dias, as vezes mais de uma vez, tenho notado que quando por qualquer motivo deixo de faze-lo, o próprio Portal se encarrega de me trazer algo que escrevi há tempos e me oferecer para compartilha-lo, caso contrário aqui não aparecerá novamente; isto significa que o que escrevo tem para este Portal algum valor. Imagine se resolvem que ao invés de compartilhar o que outro fez, caso queira por aqui continuar, terá que fazer você mesmo; imagine que feio: ou ter que sumir ou mostrar as entranhas de onde não se verá nada, pelo menos nada aproveitável; logo você de quem esperei tanto. Bem, poderá me dizer: Esperou porque quis, não o mandei criar expectativas, mandei? Mas será que terá tal discernimento? Quem viver verá...




Meu Deus!

J. Norinaldo


Contam que as últimas palavras de Frank Sinatra, para mim o maior ídolo musical de todos os tempos fora: “Meu Deus”! Como se não acreditasse no que estava acontecendo, ele, uma estrela, quiçá a  maior morrendo. Hoje eu saia do Banco quando encontrei uma pessoa que conheci faz muitos anos, parou me cumprimentou e me falou dos seus problemas de saúde, perguntou como andava a minha; depois seguiu seu caminho devagar, um caminho em que eu já o vira caminhar tão rápido, tão bem acompanhado em direção ao Clube hoje tão velho e abandonado quanto meu velho amigo, antes tão badalado, tão bem frequentado; bem na esquina da casa de um Presidente da República. Sai dirigindo com cuidado, mesmo assim ouvi algumas buzinadas na retaguarda, deveria vir divagando e divagar quase parando atrapalhando os jovens em seus carrões. A noite, como faço sempre, antes de dormir coloco algumas músicas que gosto muito, não muito atuais como a que ouço agora no momento “Conquest of Paradise”; e na sequencia ouvi La Paloma Die com Michele Mathieu, cantora francesa que encantou minha distante juventude não muito alegre ou feliz; lembrei-me de suas lindas feições, ainda tive o prazer de ter em meu parco repertório 2 ou 3 LPs dela, a achava linda, e era. Depois ouvi Frank Sinatra com My Way, tive o prazer de ouvi-lo cantar no Maracanã, mesmo a distancia sendo tanta, senti-me no Paradise. Outra vez Dana Winner com The soud of silence; só deveria ter bons sonhos não é mesmo? Nem sempre, quando Michele Matiheu me encantava e me fazia pedir mais uma, garçom, eu era um pouco mais jovem que ela, essa diferença não mudou, o que mudou fomos nós; assim como meu amigo na saída do banco; que me perguntou se já lera o livro que me emprestara, sendo que a primeira vez que ouvi falar em tal livro foi realmente ali, na frente do banco; senti vontade de chorar, mas não chorei. Será que vale a pena tanto orgulho, tanta vaidade, tanta soberba em certa fase da vida, sabendo que sem certeza quando se chegar à época a que me refiro; quando as pessoas quando se encontram não deveriam perguntar: Como vai? E sim Onde é que dói? Não sei, e nem sei se alguém lerá e o que pensar se o fizer. Sabe, eu já caminhei por 10 horas, equipado com 30 kg e hoje estou caminhando para tentar uma viagem de sonhos e já me avisaram, aqui tu vais caminhar bastante. Estou batendo meu próprio Record, caminhando 8 quarteirões, espero até outubro, época da viagem está caminhando pelo menos 3 km. Alguém já disse: Aqui não é lugar para se desnudar a alma, para desabafo, eu o faço por necessidade, não espero ser lido e compreendido; enquanto escrevo tenho a certeza que a artrite ainda permite tal ventura e a cabeça ainda lembra aquém emprestei o livro que para mim era importante; não preciso perguntar a todos que encontro e que conheço ou penso que conheço, na esperança de acertar. Quiçá tal livro nem exista, a não ser na cabeça já sem muito o que perguntar.... Bem para terminar, Frank Sinatra voltou com Let Me Tray Again. Não o deixaram tentar, mas mesmo assim seu pedido foi e será sempre lindo. Boa Noite e lindos sonhos, quem sabe neles você consiga permissão para tentar outra vez; bons sonhos e boa noite...Eu já dei boa noite?